Sábado, Julho 19, 2008

Aprovado

(Vale a pena clicar nas fotos para vê-las ampliadas)


Aviso aos viajantes: O Morro da Urca decidiu dar um mimo para turistas e cariocas: novos guarda-corpos e bancos muito bonitos...



...para que as belezas do Rio sejam apreciadas com mais conforto.









O difícil é se levantar e ir embora.



O quiosque foi reformado e apesar dos preços "turísticos", dá para comprar um lanche e se esticar, enquanto a cidade lá embaixo, faz o resto...





Uma vez, li em algum lugar que o Rio visto de cima é uma aula de geometria. Talvez seja exagero, mas poucas cidades têm formas tão exuberantes. Como a do bucólico bairro da Urca. Uma ilha de paz na beira da Baía de Guanabara.





Ou a do Pão de Açucar, cujo acesso começa ali no Morro da Urca. Lá atrás está a região litorânea de Niterói, com as praias de Piratininga e Camboinhas, que valem a pena serem visitadas.






Que forma teria a enseada de Botafogo salpicada de barcos?




E a orla do Bairro do Flamengo, onde moro?






O formato da Baía de Guanabara já foi comparada ao de uma boca banguela. E a enseada da Praia Vermelha?







Em resumo, aproveitando a extraordinária luminosidade que, no Rio, só é encontrada no outono/inverno, fui conferir as mudanças lá em cima, no último final de semana e aprovei.


Vale a pena pegar o bondinho...


O quê? Eu disse bondinho?








Tá certo! Você não precisa escalar o morro de mais de duzentos metros para ver toda essa beleza.


Mas deixe de preguiça e pegue a trilha que começa na Pista Cláudio Coutinho, na Praia Vermelha. Pergunte a qualquer um por lá e eles vão te indicar. O seu físico agradece. E a parte mental irá agradecer lá em cima.




E tenho dito.

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Quarta-feira, Julho 09, 2008

Bi-Bi, Fom-Fom












O trânsito no Rio anda tão esquisito que até avião estão causando engarrafamento.


Brincadeirinha. Essa aí é a estradinha que passa ao lado das pistas do Aeroporto Santos Dumont, em direção à Escola Naval, pela qual costumo pedalar nas manhãs de sábado.

Mas mais esquisito do que o trânsito é a forma que as autoridades estão lidando com a carnificina dos finais de semana nas grandes cidades brasileiras. Gente bêbada morrendo e matando inocentes.

Quando alguém toma uma atitude sensata, o judiciário vai e mete um gol contra. No sábado, 05, quando os jornais o país leu nos jornais que o uso do bafômetro havia reduzido em quase 20% os acidentes e havia forçado os bebuns a mudarem os seus hábitos, o STF anunciou que o uso do bafômetro só seria obrigatório em caso de acidente. Filhos de juízes e desembargadores também saem à noite.

E mais: os donos de bares e restaurantes iriam tentar na justiça acabar com o uso do aparelho, temendo queda no consumo de bebidas.

Nem vou falar mais nada, comentem vocês.

Só para lembrar, os filhos de juízes, desembargadores e ministros também saem para se divertir nas noites de sábado.

E se a coisa voltar a ser como antes, o moviemento na noite irá cair de qualquer jeito, pois as pessoas sensatas vão ficar com medo de sair de casa.

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Sexta-feira, Junho 13, 2008

Migração






Este aí é o Centro do Rio.





Vou repetir: você está vendo o Centro do Rio de Janeiro.


Vou repetir: as fotos acima mostram o Centro do Rio.
Não, ainda não estou tão louco assim. Na primeira, vemos o Largo São Francisco da Prainha, na Gamboa, bairro da região portuária da cidade, uma parte do Rio que durante anos ficou desprezada por todos, mas que agora está ganhando destaque.

A partir da segunda foto, vemos o Morro da Conceição, bem acima do Largo, com seu ar de cidade do interior...



...suas construções históricas e/ou centenárias.


Lá de cima dá até para se ouvir o ruído do trânsito da Rio Branco, a nossa Avenida Paulista. Mas o lugar está indiferente a tudo isso e parado num tempo onde bala perdida era aquilo que alguma criancinha descuidada havia deixado cair por aí.








Nos últimos anos, boa parte da boemia jovem qua havia adotado a Lapa como refúgio, tem migrado para esse aí, o Largo São Francisco da Prainha. Na verdade, a badalação da Lapa, trouxe restaurantes caros, flanelinhas, excesso de turístas, preços exorbitantes e muito tumulto. O Largo é palco de animados Happy-hours e alegres bales carnavalescos.


Aliás, fico fascinado com essas migrações de point em point que ocorrem nas grandes cidades do mundo. Quando morei em São Paulo, nos anos 80, por exemplo, a noite na Vila Madalena era sonolenta. Hoje...bem, hoje corre o risco de você não conseguir dormir devido ao excesso de agitação. O mesmo aconteceu com a área de Palermo, em Buenos Aires, e do Brooklyn e do East Village, em NYC, por exemplo.


Seja como for, as imediações do Largo S. Francisco da Prainha está atraindo cada vez mais gente antenada, cansada dos bochichos da Lapa. O restaurante Gracioso é um achado. Cozinha brasileira da melhor qualidade, em quantidade farta e preços simpáticos. Ele aparece fechado na foto porque era domingo. E o endereço é esse aí: Sacadura Cabral, 97, próximo e ao mesmo tempo tão longe do tumulto da Praça Mauá e a Rio Branco.







Ah, e os nomes curiosos das ruas já valem uma ida até lá. Mas não demore muito ou a mídia irá descobrir e a área irá virar moda. E o pessoal mais interessante migrará para outro ponto da cidade.


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Domingo, Abril 27, 2008

E tenho dito!



"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico".

A história você já deve ter ouvido láááááá no primário. Mas foi de uma dessas sacadas que o imperador Dom Pedro I, falou para a muldidão que lotava a praça, que não voltaria para Portugal, contrariando as ordens da côrte. A matriz o queria de volta porque tinha interesse em manter nosso país apenas como mais uma colônia. Pois o nosso bravo imperador, contrariando a todos, não só ficou, como abriu caminho para a posterior independência, meses mais tarde.


O Dia do Fico foi 9 de janeiro de 1822 e o Paço Imperial continua aí, lindo. Após décadas de abandono, ele foi completamente restaurado pelo, então, presidente, José Sarney, no final dos anos 80. Hoje é uma das atrações turísticas mais visitadas no Centro do Rio. Conta com um cinema, locais para exposição, livraria, café e animados bares, onde ocorrem animados happy-hours. Na Praça Quinze, ao lado, caminho para quem vai pegar a barca para Niterói, costuma rolar shows de MPB. Os cariocas gostam...


...e os turistas também. Ainda mais porque bem ao lado está...


...o Arco dos Teles, com suas ruas centenárias, com ar daqueles becos do centro histórico de Londres. É uma das áreas mais interessantes da cidade. Também ficou durante anos abandonado, até que ganhou fôlego com o aparecimento de vários restaurantes, bares, botequins de grife, livrarias e locais voltados para a cultura e as artes. O Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro Cultural dos Correios e a Casa França-Brasil, por exemplo. Ali, os happy hours são disputados à tapa.



Essas fotos foram tiradas no feriadão do dia 21 de abril, quando o Centro estava um cemitério. Eu estava de bobeira e fui dar umas pedaladas por esta região da qual gosto muito. Aliás, ninguém deveria passar por essa existência sem pedalar, pelo menos uma vez, pelo Centro do Rio num feriado. É uma experiência inesquecível.

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Domingo, Fevereiro 24, 2008

Aquela praça...

Cuauhtémoque. O nome é horrível, mas assim é chamada uma pracinha que fica bem próxima aqui de casa. Como fica escondida no final da Praia do Flamengo, imprenssada entre o final da Rui Barbosa e o início da Oswaldo Cruz, só é freqüentada por moradores da região. A maioria profissionais liberais e altos funcionários públicos. A nata da classe média.
Não se vê um papel no chão. Os brinquedos funcionam perfeitamente. Não há pixações e nunca vi um morador de rua por lá.
Pelas manhãs, babás uniformiazadas tomam sol com os filhos dos patrões. À noite, a garotada vai bater-papo, escutar um som ou jogar uma bola. Nos finais de semana, não é raro ter alguém fazendo churrasco ou comemorando seu aniversário no local. Festas juninas, desfile de cães e batucadas também não são raras. Tudo na maior paz, limpeza e segurança - há uma cabine da Pm em frente e guardas municipais aparecem, de vez em quando.



Os próprios moradores cuidam dos brinquedos e da limpeza. E cobram do poder público cuidados para esse cantinho, como se ele os pertencesse. Mas na verdade, pertence. Acho que é aí que mora a diferença entre essa praça e a maioria das outras. Os freqüentadores tratam o lugar porque têm a consciência de que ele lhes pertence.

Deu certo aqui. Por que isso não acontece em outros lugares? Talvez a resposta esteja nos anos de governo militar que esse país enfrentou. Na época, o cidadão poderia ser punido por sujar um local público, por exemplo, porque estava fazendo uso inadequado de um lugar que não o pertencia. Locais públicos pertenciam ao Município, ao Estado ou à União. Esta foi a mentalidade difundida durante anos, como uma lavagem cerebral.



Sem a repressão do governo militar, as pessoas adquiriram a idéia maléfica do "foda-se, não cuido disso aqui porque não me pertence. Vou sujar, vou pisar na grama, vou pichar e vou quebrar porque não tenho nada a ver com isso."
E essa pequena e bucólica praça com nome horroroso é um ótimo exemplo do que pode acontecer quando o cidadão entende que os locadouros públicos são como uma extensão da sua casa.


A voz do povo é a voz de Deus. Devido a minha absoluta falta de tempo, não tenho mais Crimes e Perversões para vender. Mas vou preparar uma quinta edição para breve. Por favor, perdoem-me e aguardem!

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Domingo, Janeiro 27, 2008

Duas cidades, um verão


Cidade 1






Quem mora no Rio, pelo menos uma vez já ficou intrigado ao ver, todo final de tarde, o belo espetáculo das gaivotas partindo em revoada em direção ao arquipélago das Ilhas Cagarras, em frente à Ipanema.




Pois bem, uma das modas deste verão parecem ser os passeios de barcos, que levam turistas e cariocas até os viveiros destes pássaros. Ou seja, fazer turismo dentro da própria cidade é a grande pedida deste verão.




Além das belezas das ilhas visitadas, o mais interessante do passeio está no caminho, quando o carioca pode ver sua cidade de outro ângulo. Moro no Flamengo e ver o Pão de Açucar, por exemplo, já é uma rotina em minha vida, mas poder conhecer o seu costão, nestes dois perfis acima foi uma surpresa.


Na foto acima também vemos uma parte da Fortaleza de São João, construída pelos portugueses para impedir que seus arquiinimigos, os franceses, conquistassem a cidade, que aliás foi fundada justamente ali, na ponta do Morro Cara de Cão.


Aí está a Fortaleza mais de perto. Junto com a Fortaleza de Santa Cruz, lá do outro lado da Baía, em Niterói, eram os trunfos dos nossos colonizadores para proteger o seu patrimônio, ou seja, a recém-fundada Cidade do Rio de Janeiro. Já tive o privilégio de conhecer essas duas construções históricas, coisa que, acredito, 90 % dos cariocas não o fizeram.







A Fortaleza de Lajes, fica bem no meio da entrada da Baía, entre as duas outras fortificações. Foi uma prisão durante a ditadura de Getúlio Vargas. Graciliano Ramos esteve ali. Quem conhece o Rio sabe que quando o mar sobe muito, as ondas cobrem essa pequena pedra. Imagine a situação dos presos lá dentro! Acho que foi por isso que a prisão foi desativada. Mas bem que poderia servir de abrigo para certos marginais de hoje em dia.



Copacabana sendo descortinada depois do Morro do Leme, com sua mata exuberante. O fato de ser uma metrópole que cresceu cercada por natureza por todos os lados, fez que esta cidade ganhasse o título que tem. O carioca tem que agradecer aos céus todos os dias pelo criador ter sido tão generoso com esta cidade. Principalmente os seus governantes, já que eles não precisam fazer muito para tornar a cidade bonita, já veio tudo no pacote.



O Corcovado por trás da Ilha das Cagarras, por sinal, uma área de preservação ambiental.



Entre uma ilhota e outra, vê-se a imponente Pedra da Gávea e a Pedra Bonita, com a praia de São Conrado à frente.


A Ilha Redonda é outra do arquepélogo das Cagarras. A coloração esbranquiçada é o resultado de anos de fezes dos pássaros acumuladas em suas pedras. Diz a lenda que os portugueses, quando aqui chegaram, viram tamanha sujeira e chamaram as ilhas de Cagadas. Talvez, por pudor, acabaram batizando-as de Cagarras mesmo.


A interessante Pedra da Tartaruga. Por que será que tem esse nome?



Bem, agora eu sei para onde as gaivotas vão quando começa escurecer.
Cidade 2



Deus não foi tão generoso com a cidade 2 e os governantes tiveram que dar duro para atrair os turistas.
Sem praias, lagoas, montanhas, ilhas ou florestas, Buenos Aires teve que se virar com o que tinha a seu dispor: o talento dos seus urbanistas, que conseguiram criar uma cidade, se não bonita, pelo menos, agradável. E charmosa.





E seu charme está nos detalhes.




Já falei sobre Buenos Aires aqui, quando lá estive na semana santa passada. Voltei lá no último final de semana e não me canso de apreciar o que o ser humano é capaz de fazer para tornar belo o seu meio ambiente, quando a mãe natureza foi madastra. Como enfeitar uma passagem subterrânea com uma exposição de posters, por exemplo. Já que as paredes não sofrerão a ação de vândalos.





Ou encher os parques com pequenas obras de arte, já que elas não correm o risco de serem pichadas.



Algumas cidades, como o Rio, são generosas com os turistas e oferecem suas belezas logo de cara. Outras, são mais exigentes e obrigam o turista a descobrir suas belezas nos detalhes.



Portenhos in the sun. Vinte cinco graus na Plaza San Martins, na tarde de 19 de janeiro. Quem não tem Ipanema...

Não se tem o Pão de Açucar, mas...
Quem não tem o calçadão de Ipanema num final de tarde, caminha pelas docas de Puerto Madero, a antes degradada área do porto, que nos anos 90 recebeu uma injeção de modernidade do governo para se transformar em uma área de lazer agradável e um complexo gastronômico, onde até os guindaches são um charme adcional. Além disso, bares com happy hours animadíssimos e várias salas de cinema trazem vida para esta parte da cidade, antes decadente e abandonada. Nos finais de tarde de verão, portenhos e turistas enchem o local para relaxar, tomar umas, jantar ou curtir uma telinha, como já falei em outros posts aqui.
Buenos Aires não tem bares badalados à beira mar, mas tem o Tortoni, o café freqüentado por Borges, cujo o requinte, faz uma visita ser obrigatória.




Buenos Aires não tem gaivotas sobrevoando os céus romanticamente ao cair da tarde, a caminho de seus viveiros. Mas tem detalhes que mostram que, quando a mãe natureza não ajuda, o ser humano dá um jeitinho. Mais sobre a capital argentina no meu post de abril de 2007, "Não Ria por mim Argentina."

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Domingo, Janeiro 13, 2008

E a criminalidade não pára de cair...




Foto extraída da New York

...Em Nova Iorque, é claro.


Na sua edição que chegará às bancas amanhã, 14 de janeiro, a Revista New York trouxe uma matéria de capa, na qual os novaiorquinos comemoram por mais um ano seguido (2007), a queda na taxa de criminalidade na cidade. E agora até se dão ao luxo de querer zerar a taxa de homicídios, coisa que nenhum secretário de segurança brasileiro sequer sonha.


Como eu cresci nos anos 70, numa época em que a Big Apple estava afundada em crimes e dívidas, e os turistas recebiam dos hotéis, assim que faziam o check-in, uma lista de cuidados a serem tomados para evitar entrar para a assombrosa estatística de roubos, assaltos, estupros e assassinatos, que faziam da cidade uma das mais perigosas do mundo, acho incrível essa virada de jogo. Nas última vezes em que lá estive, observei encantado famílias inteiras passeando tranqüilamente a uma da manhã pelo Times Square, o mesmo local, onde décadas atrás, elas certamente seriam importunadads por bêbados, junkies, putas, cafetões, batedores de carteira, michês e vagabundos de todos os tipos.


Nos anos 70, nós assistíamos a séries como Bartetta e Kojak e dávamos graças a Deus por não vivermos em uma cidade tão perigosa. E sempre que alcontecia um crime de grande repercurssão - como o da Cláudia Lessin Rodrigues (a jovem de classe média estuprada e morta numa festinha de embalo, no Leblon, em 1977, por exemplo) -, os secretários de segurança se apressavam para dizer: "Podia ser pior. Olhem o que acontece em Nova Iorque."


O que será que os novaiorquinos estão achando do Rio, ao assistirem Tropa de Elite?
Quer ler a matéria da New York? Merglhe aqui.

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Domingo, Novembro 04, 2007

Vacas - O Retorno

A vaquinha de Jah.


Outro dia fui almoçar na Churrascaria Porcão, no Parque do Flamengo, perto aqui de casa, e encontrei essa vaquinha com cabelo rastafari, no jardim em frente. O jornal O Globo está promovendo uma enquete para eleger a mais legal das quase cem vaquinhas espalhadas há mais de um mês pela cidade, pelo projeto Cow Parade, sobre o qual falei há alguns posts atrás. Elegi esta rastavaca. Por esta, nem Bob Marley, nos seus dias de mais loucos de ganja - a maconha jamaicana - poderia imaginar.


Não sei até quando o Cow Parade ficará na cidade, mas já conquistou o coração dos cariocas. No feriado de sexta, por exemplo, poetas do grupo Ratos di versos, organizaram um sarau
Só achei sacanagem colocar esta obra em frente a uma churrascaria, onde muitos de sua raça são devorados em rodízios por seres famintos. Como eu.

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