sábado, julho 28, 2012

Cachoeiras do Prata e São Romão


Cachoeira do Prata, abundância de água no sertão do Maranhão.
O Rio Farinha é um afluente do Tocantins e em determinado ponto ele causa  duas enormes quedas d´águas. Mas para vê-las você tem que se afastar 40 km de Carolina.
E foi mais uma viagem cheio de aventura, numa 4x4, por estradas de terra, passando por dentro de diversas propriedades.
Primeiro, chegamos na Cachoeira do Prata, que me surpreendeu pelo volume. Milhões de litros de água sendo despejados de rochas de formatos estranhos. Nenhuma cachoira na região da Chapada é igual a outra. Todas tem o seu...digamos, estilo.
O guia logo me avisou que ali não era o melhor lugar para tomar banho e concordei com ele. Foi bom ter conhecido a do Prata, mas não rolou aquela química.

Fomos, então, para a Cachoeira de São Simão, ali perto. Mas tem que ir de 4x4.
E se eu havia me espantado com o volume da primeira...essa era uma miniatura de Iguaçu, em pleno sertão.
Só isso já justificaria uma visita. Mas São Romão tem um segredo.
Todaas as cachoeiras que havia conhecido antes, eram para ser apreciadas de frente.
Mas São Romão é para ser curtida por trás.

Isso mesmo, senhoras e senhores. Por uma passagem ao lado da queda, você consegue dar a volta por trás desta cascata gigantesca.
Se você não gosta de emoções fortes, nem tente. O vapor d´água lançado por ela é assustador (turva a visão e lhe empurra contra as pedras) e o barulho lembra um monstro querendo lhe devorar. O guia me disse que nos meses de chuva, essa façanha fica proibitiva devido ao volume d´água muito mais forte.
Nem pense ir com crianças. E nem ouse levar uma máquina fotográfica que não seja á prova d´água ou que não tenha caixa estanque.
Vá subindo com calma, agarrando-se nas pedras.
Momento faça o que eu escrevo, não faça o que eu fiz: vá descalso e não de havaianas. Escorrega pacas!
Nem todos conseguem ir até o final, pois a primeira reação é voltar.
Mas essa sensação de perigo dura apenas uns dois minutos e quando você chega lá trás, não quer mais sair. Foi uma das maiores experiências que já tive em viagens. Deixar um dos jatos da cachoeira espancar sua nuca, eliminando os restos de estresse que, porventura, ainda existam, não tem preço. 
Acho que é meio isso, existem viagens e experiências. Ir a Chapada das Mesas não é só conhecer um lugar bonito ou comprovar o que você pode ver pelas fotos. É ter experiências, vivenciar coisas.

Andorinha enfrentando as águas pesadas da Cachoeira de São Romão.
Você sai da traseira da São Romão tão energizado que se sente um guri(a) de 15 anos.
Toda essa água vem do Rio Farinha, que depois segue o seu curso e ao longo do seu trajeto, existem pequenas prainhas. Uma delas pode ser acessada por uma pequena trilha a partir do restaurante, onde deixamos a 4x4. As águas são limpíssimas, calmas e rasas. Tomar banho de rio ali foi outra experiência.
O almoço foi bem melhor do que lá em Riachão. A propriedade onde ficam as cachoeiras contam com chalés, para quem perder a hora e não quiser encarar a estrada à noite.
E depois, foi só voltar para Carolina no final de uma tarde belíssima. Krak, que dia!
Você pensa que minha experiência na Chapada acabou? Ha-ha-ha.
Vá para o próximo post, Complexo Turístico Pedra Caída.
Ou volte para o post anterior. Ou volte pro início.

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