Sábado, Julho 04, 2009

Luto em família

Há mais ou menos cinqüenta anos uma bela, alegre e numerosa família começava a nascer. Essa família, surgida nos EUA, gerou uma filharada da mais fina estirpe. Um blog é pouco para abrigar toda sua linhagem. Mas entre as crianças estão, entre milhares de outros,...

... The O´Jays,...


...Mrs. Aretha Franklin,...

...Curtis Mayfield & The Impressions,...


...Blue Magic,...


...o pessoal do Gladys Knights & The Pips,...


...The Isley Brothers,...


...os rapazes do The Temptations,...


...o orgulhoso papai Brown, of course,...


...The Manhattans,...


...The Four Tops,...


...Marvin Gaye,...


...eles mesmo,...


...Little Stevie, para os íntimos,...


...as meninas do The Supremes,...


...assim como Martha & The Vandelas,...
...e um molequinho que...
...brilhou com outros irmãos, mas estava destinado a brilhar ainda mais sozinho.


Esse menino seguiu por caminhos obscuros. Mas a família é tão generosa que não só continuou a a amá-lo, como chora agora a sua passagem, justamente nessa época de festa.

A família está de luto. Então vamos dançar!

Não, não estou louco. Mas qual melhor presente a dar a toda essa gente que durante meio século tem feito o mundo, se levantar e dançar?

Então, por que você não pega alguém que você ame, afaste os móveis da sala e homenageie essa família brilhante que tanta alegria trouxe a esse mundo?

Certamente, o caçula dos Jacksons aprovaria.
Vida longa à soul music!!!!!


Byyyyyyyyyyye, Michael! Luz pra ti!
* Trilha sonora: The Manhattans, Wish that you were mine (não coloquei Michael Jackson porque vocês certamente devem ter ouvido muito dele ultimamente)

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Segunda-feira, Junho 29, 2009

Diquinhas sobre Nova Iorque e afins?

Todo mundo adora dar dicas sobre Nova Iorque. E por que eu não diria as coisas que mais gosto de fazer na cidade? Espero ter sido tão generoso quanto muitos blogueiros viajantes foram comigo. Aí, vai:

Diquinha 1 - Central Park - Reserve uma tarde ou manhã para não só caminhar, mas também se estirar no gramado do Great Lawn e deixar o tempo correr. Vá no final de semana. Se for verão, sempre há algo gratuito rolando, como peças de Shakespeare, shows ou concertos. Mas também fique de olho nas bandas anônimas que estão sempre tocando por ali. Como esse excelente grupo de jazz aí de cima, que não consegui saber o nome.
2 - Muita gente prefere Nova Iorque no outono, pois acreditam ser mais romântico. Mas na primavera, a cidade está explodindo em cores. Ainda não está tão quente e o frio já se foi. Se bem que o meu mês preferido é setembro.

3 - Depois de caminhar ou descansar no parque mais famoso do mundo, não recuse, EM HIPÓTESE ALGUMA, uma visita ao Metropolitan Museum, na altura da rua 81. Eles não cobram ingresso. Eles sugerem que você contribua com 20 dólares, mas você pode dar quanto quiser. Mas deixe de ser pão duro e dê os vinte mangos, pois o museu vive de doações e vocês verão que para manter aquilo ali, não é mole.
Ali estão obras de arte famosas e exposições interessantíssimas. Imperdível! Mas vá com tempo, porque é muuuuuuuuuuita coisa. Se for pela manhã, comece pela ala da direita e se for á tarde, comece pela esquerda, para fugir do fluxo dos turistas. Se você se cadastrar no site deles e virar membro, ainda ganha descontos. Inclusive na lojinha que tem dentro do museu, que vale a pena ser visitada. Ao invés de lembrancinhas e presentinhos bregas de lojas de souvenirs, compre ali coisas criativas e de bom gosto. Mas eu aviso logo: não são baratos.
Vale muito a pena também subir ao terraço para curtir o visual e, se tiver tempo, o café que funciona ali.

4 - Sutton Place - a pracinha no final da rua 59-E, é o local perfeito para se relaxar. Não deixo de ir ali toda vez que vou a NY. A famosa cena de Woody Allen e Diana Keaton, conversando romanticamente no filme Manhattan, 1979, foi rodada ali. Eu coloquei a foto em post anterior. Poucos turistas aparecem por lá, o que é um motivo a mais para ir.


5 - Outro lugar que acho imperdível é o Pier 17, no sudeste da ilha. Mas só vale se vc for no verão. Venta muito e é gelado no inverno. Além de bares e restaurantes, sempre está rolando algum som de músicos anônimos de boa qualidade. Há lojinhas como Guess, GAP e Abercrombie & Fitch. Sentar em um barzinho ali, com vista para o rio, jogar conversa fora, enquanto a tarde cai, é muito gostoso. Não espere nada como um fim de tarde em Ipanema. Mas vale a pena.

6 - Off -Broadway - Reserve uma noite para o musical que você esteja a fim de assistir. Compre ingressos no quiosque da Tickets na pracinha do Time Square, embora os descontos não sejam tão excepcionais. E ainda tem a filinha da foto. Às vezes, consegue-se mais nos guichês dos teatros, pouco antes dos espetáculos começarem. Mas é arriscado.
Mas reserve uma outra noite para os espetáculos que estão bem longe da Broadway. Vc pode descobrir novos autores que farão sucesso no futuro ou pode ver clássicos que dificilmente seriam encenados por aqui. Lembre-se que Hair - que aliás voltou ao cartaz este ano -, por exemplo, começou Off, antes de estourar no mundo todo. A revista Time Out pode ser útil para a escolha. Dessa vez, assisti Desire under the Elms, um dos primeiros trabalhos do Eugene O´neal, que tem poucas chances de serem encenadas aqui. Quem quiser conferir. Mas também tem os musicais clássicos: Chicago e Nine to five, por exemplo.

7 - O Brooklyn já há alguns anos entrou no roteiro dos turistas. Pegue o metrô, linha vermelha 2 ou 3 e salte na estação da Clark St; ou linha azul A,C e salte na da Hight St ou ainda a linha laranja F e desça na York S, para ir curtir o Brooklyn Promenade, um parque á beira do East River, de onde se tem uma vista muito bonita de Manhattan.
Vá á tarde e de estômago forrado. Há poucas opções para se comer ali. Em volta do Promenade, há apenas três locais. Um é o Grimaldi´s, pizzaria famosíssima, sempre com filas quilométricas na porta. A espera pode chegar a quarenta minutos em pé. Eu me recuso passar por isso por uma pizza. Na mesma calçada, há uma outra pizzaria que chega ao cúmulo de não abrir para almoço, e na esquina há outra que fecha às 15h num sábado, deixando os excluídos do Grimaldi na mão. É inacreditável, já que os novaiorquinos têm o costume de comer tarde nos findi. Lá do outro lado, em Manhattan, os restaurantes brigam por clientes e no Brooklyn, eles esnobam. Nesse último lugar, fui (mal) atendido por uma garota cheia de piercens e tatuagens que disse que se nós quiséssemos, teríamos que nos contentar com o balcão.
Na verdade, o Brooklyn ainda tem muito que crescer para atrair mais visitantes. O que predomina lá são bares e restaurantes moderninhos(como o da foto), onde se paga muito e nem sempre como-se bem. Há lojinhas e galerias de arte de artistas que foram expulsos da ilha pela alta dos aluguéis. Mas não achei nada de extraordinário. A não ser o Promenade e os Brooklyn Botanic Garden e Prospect Park. Mas merece uma ida, nem que seja para se perceber que Nova Iorque não é apenas Manhattan. Da próxima vez, explorarei também o Brox e o Queens. Me aguardem!

8 - Gramercy Park - Escondido entre as ruas 20 e 21, atrás da Park Av. Mas vou logo avisando, é um programa meio furada. Explico: O Garmecy é um parque particular e a entrada é proibida.
O lugar já foi frequentado por presidentes da república e atores famosos. Todo esse glamour levou o parquinho a ser um lugar exclusivo e só alguns privilegiados que moram ao redor e pagam uma taxa, têm a chave que dá acesso ao paraíso. Somente um dia por ano, o lugar fica aberto aos mortais. Se alguém souber que dia é esse, me avise. Na foto, a estátua do ator Edwin Booth, famoso no século 19 e irmão do também ator, John Wilkes Booth, que assassinou o presidente Abraham Lincoln.
É uma pena, pois além da beleza, há várias obras de arte lá dentro. Sei de gente que deu a sorte de chegar na hora em que um feliz frequentador do local estava entrando, pediu para entrar e a alma generosa permitiu. Não custa nada tentar. Nunca dei essa sorte. Mas mesmo que você não entre, vale a pena visitar esse pequeno pedaço de Paris em plena Nova Iorque, já que os arredores da praça esbanjam charme. Merece uma visita com certeza. Infelizmene, poucos turistas o fazem.

9 - Descendo a Park, você cai na ecológica e alternativa Union Square e seguindo a Quarta avenida e mergulhando na Bowery, você está no Lower East Side, a parte, antes, feia e decadente da cidade, que já há alguns anos está passando por uma renovação.

Entre na St. Marks Place, onde há vários brechós e lojas de artistas alternativos, como a desta foto aí de cima. O Search & Destroy(a outra foto lá de cima) é o brechó mais conhecido. É mais para a garotada, mas vale por curiosidade.

A região do Lower conhecida por Alphabet Streets deve ser evitada á noite. Dizem que há travecos, mendigos perigosos e muita transação de drogas. Mas durante o dia, a maior parte do Lower é composto de ruas como essa da foto. É seguro, embora eu tenha visto uma cena patética, de um cara muito jovem, não se aguentando em pé de tanta heroína na cabeça, sendo expulso de um Mac. Mas isso também é New York! Restaurantes, bares e lojas moderninhas estão aparecendo por todo o bairro.
Foi no Lower East side que o movimento punk surgiu em meados dos anos 70. Mais precisamente no 315 da Bowery, num club chamado CBGB´s. Hoje, é essa galeria de arte aí da foto. Tive a sorte de conhecê-lo um mês do seu fechamento, em outubro de 2006. E já falei disso aqui. O bairro está passando por muitas modificações. Portanto, não deixe de visitar esta, que ainda é a parte mais alternativa da cidade, antes que ela fique metida á besta.

11 - Chelsea Market - Mas se você prefere mesmo um alternativo metido á besta, vá para o outro lado do Greenwich Village, o West side, mais precisamente no número 75 da Nona avenida e entre. Você estará num dos locais mais interessanes da cidade. Um antigo hortomercado, totalmente reformado e transformado num mercadinho chic, com lojas e bares, totalmente voltado para o mercado alternativo, orgânico, ecológico, moderno, enfim, politicamente correto. Até os preços. Vale a pena ser conhecido, principalmente nos dias de chuva, já que a cidade praticamnte não tem shopping. Sente-se em algum bar, faça uma refeição e sinta o clima do lugar. Você não irá se arrepender.

12 - Agora, diquinhas para as refeições. Sem se preocupar com o preço: Balthazar, Spring E 80, Soho.
Sugiro também o italiano Il Posto Accanto, no 190 da Segunda avenida, Lower East side. Ótimo para um brunch.

Bateu fominha à noite e quer comer algo que não seja bem um jantar? P. J. Clarke´s. Considerado o melhor hamburquer da face da terra! Tá certo. Já tem filial em Sampa, mas a matriz ainda é melhor. Fica no 915 da Terceira Avenida, entre 55 e 56, Upper East side. Não me pergunte o metrô para ir para lá. Saia perguntando. Todo mundo conhece. Como eles mesmo dizem no site deles, se você pegar um táxi e o motorista perguntar como se chega lá, mude de táxi porque é roubada. Não é raro famosos, esfomeados, pintarem por lá pela madrugada.

E onde comer pela manhã? H & H faz a melhr bagel da cidade. Li isso em vários blogs e me certifiquei que...sim, é a melhor. Se vc quiser comprar uma só para se certificar...Mas se vc não quer perder o seu tempo, pegue logo um monte, pois você vai querer mais mesmo, e não sinta vergonha de sair com o café na mão e devorando bagel no meio da rua, já que eles não têm lugar para comer lá dentro. É o que os novaiorquinos apressados mais fazem. É até charme. Mas se você for tímido, tem uma pracinha em frente. Sente num banquinho e coma, vendo a vida passar.
Outro lugar legal para comprar gostosuras para o café da manhã é a minúscula Levain Bakery, na rua 74, 167, entre Amsterdam e Columbus, Upper West side. Pãezinhos gostosos, mas muito engordativos o aguardam. Resista se puder.
Ainda no quesito comidinhas rápidas, o hot-dog do Great Papaya ainda é o melhor da cidade. Há diversas lojas, mas eu gosto a da avenida das Americas com Greenwich, no coração do Village e também a da Broadway com 72, no Upper East side.
E você também não irá para o céu se não experimentar o cheesecake do Carnegie Deli, no 854 da Sétima avenida com a 55. Bom também para uma refeição rápida. Famosos também costumama aparecer, de Woody Allen a Beyoncé.


13 - Mas o que eu gosto e recomendo mesmo é andar por Nova Iorque, apreciando sua arquitetura incrível e como o antigo e o novo podem coexistir tão perfeitamente.

Ande sem pressa, examinando tudo. E descubra pérolas como o lendário Hotel Chelsea, no 222 da 23th rua (Onde o guitarrista dos Sex Pistols, Sid Vicious, assassinou sua namorada a facadas, em 1978, lembra?). Mas o lugar guarda outras muitas histórias.

Saboreie cada detalhe característico da cidade, como se estivesse fazendo uma perícia.

Ou pérolas como a riqueza de detalhes dessa passagem subterrânea, no Central Park. Onde esse jovem coral entoava cânticos gospel, em troca de algns trocados.

Nova Iorque é uma das cidades que mais estão sofrendo com a crise mundial, já que grande parte do seu faturamente está atrelado ao mercado financeiro. E a hora é excelente mesmo para comprar, já que muitas lojas estão fazendo loucuras para atrair os consumidores.

E é nesse momento em que os americanos estão fazendo o diabo para se equilibrar, é ótimo sair pela cidade e ver as cenas mais desvairadas.......como a deste cara, em pleno Time Square, vendendo camisinhas de Obama. Alguém poderia me dizer do que se trata? Deve ser algo relacionado a graaaaaaande expectativa em relação ao novo governo. Sei lá! Eu, hein!
Fuxicar o cotidiano de qualquer cidade, seus habitantes e suas peculiaridades é uma experiência fantástica. E na maior cidade do mundo isso fica ainda mais excitante.
Como esses casais de noivos tirando fotos no Brooklyn Promanade, por exemplo.


Agora, olhem a foto acima e respondam se isso tem chance de dar certo. Vejam o olhar do primeiro rapaz da esquerda para a direita. E olhe para o assanhamento da madrinha. "O que você vai fazer depois dessas fotos?", seus olhos parecem perguntar.

Sorriam! Vocês vão estar no Bala Perdida.

Bem, vamos lá para os conceitos:
Transporte - Funciona, embora o metrô nem sempre seja fácil de usar para os marinheiros de primeira viagem e os taxistas sejam meio problemáticos.
Belezas Naturais - Quase que nenhuma, mas charme para dar e vender. Mas tem que ter olhar sensível.

Custo de vida e preços - Cidade muito cara, principalmente hospedagem e alimentação. Pesquise muito.

Compras - Nota mil! Não existe lugar melhor no mundo, apesar dos preços e das taxas altas. Ótimo principalmente para comprar eletrônicos e material fotográfico. Vá com a mala vazia.

Receptividade - Nota zero. Estressada, apressada, nervosa e individualista, Nova Iorque é uma cidade que pode decepcionar quem a visita pela primeira vez. Os novaiorquinos não são um modelo de hospitalidade. Espere pouca cooperação e sorrisos simpáticos. Tente ser alto-suficiente e vá com alguém que saiba inglês, caso você não saiba. Eles não têm muita paciência.

Segurança - Já foi perigosa. Agora está bem melhor. Muito policiamento e taxas de criminalidade despencando. Só não dá para vacilar com mochila e carteiras. Lembre-se da crise mundial. Nunca se sabe.

Vida noturna - Embora já tenha enfrentado momentos mais diversificados e de melhor qualidade, continua uma das melhores do mundo! Tem para todos os gostos e sempre com novidades. Mais uma vez, consulte a Time Out.

Clima - O inverno é desaconselhavel para os brasileiros, já que o frio é de matar. O verão é quente até mesmo para um carioca. Por isso, o final da primavera e o início de outono são as épocas mais indicadas.

Micos: Estátua da Liberdade - Nem um índio passaria até quatro horas - na alta temporada - numa fila.

Empire State - Pelo mesmo motivo. E a vista do Rockfeller Center é muito melhor.

Comprar coisas em camelô ou nas lojinhas de eletrônicos da região da Time Square.

Sair por Nova Iorque com sapatos desconfortáveis e sem mapas.

Ponte do Brooklyn no cair da tarde. Você vai tirar foto com, no mínimo, 50 pessoas. O Brooklyn Promenade é o melhor lugar para se assistir o sol morrer. Vai por mim.

Pegar aquele ônibus, nos quais os turistas ficam lá em cima. Você pensa que conheceu a cidade, mas só viu ela passar.

Para resumir: Dou um 8. Nova Iorque não é a minha cidade preferida, mas nenhum ser humano deve passar por esta vida sem conhecê-la. Merece, com certeza.

Quem quiser saber de outras passagens por NY, é só mergulhar 2006, 2006 e 2007 .
E quem quiser mais dica, é só passar email.
Fui!

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Quinta-feira, Junho 25, 2009

O Plantão do Jornal Nacional Informa: Bala Perdida em Washington

Tá certo, Washington tem o Capitólio, impávido, visto de vários ângulos de diversos pontos da cidade,...

...tem o Washington Monument ou o obelisco mais famoso do mundo,...
...tem o Lincoln Memorial, lááááááááááááá no fundo, atrás de um loooooooooooooooogo lago ou piscina, como eles chamam(alguém se lembra de Forest Gump?)...
...e tem ela...

...a casa mais famosa do planeta...

Mas, para a minha surpresa, não é que a cidade esconde muito charme, lazer, cultura e até uma tímida vida noturna, por entre todo essa...

...suntuosidade e imponência?

É bom chegar em Washington de trem, só para ser recebido por uma das estações ferroviárias mais lindas que já conheci, a Union Station, no coração da cidade.

Essa bela senhora tem mais de 90 anos e por ela passam anualmente mais de 32 milhões de pessoas. O que me impressionou foi a riqueza do material utilizado e as formas, com muito granito branco e mármores de boa qualidade. Um banho em muita estações européias.
Lá dentro, o passageiro encontra vários serviços. A limpeza e a organização emocionam qualquer brasileiro, que, lógicamente, não está acostumado com isso. A pontualidade dos trens também. Lugares para compras e alimentação não faltam, muito menos para informação. Diquinha: pegue o mapa da cidade no posto para visitantes no subsolo. Se estiver interessado, você pode lá mesmo contratar passeios por toda a cidade. Acho furada. Prefiro andar com um mapinha na mão, é claro.

Aliás, elementos da arquitetura romana é o que mais se vê na cidade.

Mas, com o olhar mais atento, percebe-se muitas outras formas, que, como não sou arquiteto, não sei definir.


O antigo e o novo nem sempre convivem pacificamente, mas...

...Washington parece ter uma forma arquitetônica toda particular, que só é percebida se você se afastar da área dos monumentos e dos prédios públicos. Como esse quarteirão, na avenida Massachussets.

Como já falei em outro post recente, Washington está no rol das cidades que precisam ser descobertas aos pouquinhos. A região do Dupont Circle, perto do Centro, é a região da que mais gostei. Nela, além de prédios interessantes - com um certo ar europeu -, há também restaurantes para todos os bolsos e gostos, lojas de grife e até um certa vida noturna.

Ali, Washington se desconecta da sisudez da imagem de capital federal e se mostra bem mais elegante, simpática e agradável.

E até mesmo bonita.

E ainda tem as áreas verdes. Depois de Londres, nunca vi uma grande cidade com tanto verde.
E isso a torna ainda mais agradável.

Bem, gente, como fiquei muito poucos dias na cidade, nem dá para fazer uma análise mais apurada.

No quesito segurança, a cidade é bem policiada. Mas não se iludam: a criminalidade é grande, só que como na maioria das grandes cidades do mundo, ela fica mais restrita à periferia. Os turistas nem sempre a vêem. Como gosto de circular por toda cidade em que chego, passei por um bairro pobre e fiquei cabreiro. Vi transação de drogas e uma certa hostilidade.

Quanto ao clima, é meio parecido com Nova Iorque. Quente no verão e gelada no inverno.

No quesito custo de vida, é bem mais barata do que New York. É boa para compras porque a taxa é bem menor do que na outra, mas perde na variedade e na qualidade dos produtos, para aqueles que querem algo mais sofisticado.

Transporte: não deu para sentir muito, mas parece que o metrô funciona bem. O táxi não é muito caro.

Não há muitas belezas naturais em Washington, mas há muito para se conhecer, em termos culturais. Há teatros, galeiras de arte, muitas livrarias e muitos, muitos museus. Aliás, li em algum lugar que Washington é a cidade do mundo com mais museus. Por isso, se o visitante quiser conhecer a cidade a fundo, deve passar no mínimo uns quatro dias. Tá certo, que grande parte da parte cultural que há em Washington está voltada para a cultura e história americanas. E a grande parte dos turistas que vi na cidade eram americanos. Mas o que você esperava da capital daquela que ainda é a maior potência do mundo?

Quanto á hospitalidade, gostei. Povo simpático. Até mesmo os funcionários dos prédios públicos e os policiais, são treinados a darem toda informação que o turista precisar. Gostei.

Em resumo, uma cidade que vale a pena ser conhecida. Nem que seja na velocidade de uma bala perdida.

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Terça-feira, Junho 23, 2009

Ô Coisinha tão bonitinha do pai

Antes de você continuar a ler este post, é recomendável que você clique na foto abaixo para ampliá-la. Examine os detalhes e volte.
É que tenho recebido elogios pelas fotos que tirei na última viagem aos EUA. E um leitor, o Ângelo, me mandou um email, perguntando o tipo de máquina que eu uso.
Pois bem, Ângelo, não sou profissional, sou o que eles chamam de entusiasta ou um fotógrafo metido a besta. Não tenho SLR. No máximo, uso uma Canon SX10 IS, que tem recursos um pouco mais sofisticados do que uma point & shoot comum e lentes 20x de wide angle, para as ocasiões que requerem um zoom mais poderoso. Porém, por ser mais poderosa, pesa mais e ocupa mais espaço.
Mas, 80% das fotos foram feitas por essa maravilha aqui embaixo...
...uma Canon Powershot SD 780 IS.
Lançada no final de fevereiro deste ano, tornou-se uma febre nos EUA, pela qualidade de suas fotos (se você fez o que recomendei, pôde verificar) e pela praticidade do seu tamanho/peso.

Não se iludam com o seu tamanho. Há muito o tamanho deixou de ser documento no mundo da fotografia. Vocês não tem noção do que essa belezinha pode fazer. Tá certo que a imagem não é aquela perfeitção de uma SLR. Mas são muito boas. Além de ser bonitinha (também vem nas cores preta, prateada e vermelha), uma chuchuca, cabe em qualquer bolso, bolsa, mochila, etc. Ótimo para tirar fotos rápidas durante as viagens. Mas não só isso. Vale para qualquer situação que não requeira recursos mirabolantes.
Seu único ponto negativo seja o flash, que ainda é fraco. Mas foi um tremendo golaço da Canon.
Foi lançada em fevereiro por US$ 279. Mas logo começou a cair de preço e comprei uma em maio, por US$ 229. E vai continuar caindo, a medida que deixe de ser uma novidade. Acredito que assim que o verão norte-americano passar, não será difícil encontrá-la por uns duzentos dolareszinhos.
Se você gosta de fotografias em viagens ou está precisando comprar uma máquina nova, peça a alguém que esteja indo pros States para trazer ou espere sair por aqui, o que não deve demorar.
Altamente recomendável. Vai por mim.
Ângelo, espero ter matado sua curiosidade. Mais informações? Mergulhe aqui .
Na verdade, essa SD 780 foi um upgrade para essa SD 500, falecida no último verão, durante um mergulho na Ilha Grande. A bolsa protetora estourou, entrou água e a coitadinha morreu afogada. Foi minha companheira de viagens por quase quatro anos e me proporcionou fotos excelentes. Quem me acompanha por mais tempo, principalmente a ida à Europa, em setembro, pode confirmar.

Gostava tanto dessa máquina, mas tanto, tanto, que até hoje não consegui me desfazer do seu cadáver.
Vai na paz! O consolo é saber que ela foi muito bem substituída.
E aguardem porque vem mais fotos por aí.

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Sexta-feira, Junho 19, 2009

Blogueiro também tem saudade II

Já estou no Rio, mas como a minha vida está uma bagunça, fiquem com este texto que publiquei em abril de 2007. Em breve, mais fotos e informações sobre os EUA. Aguardem!


ELE: “Quer dizer que você…?”
ELA: “Sim, eu desisti dos homens.”
ELE: “Posso concluir que você desiste fácil?”
ELA: “Nasci no interior de Minas e fui campeã de surfe aos quinze anos. Não conheci o meu pai. Minha mãe limpava privadas para me alimentar e hoje sou executiva em uma multinacional.”
ELE: “Isso responde a minha pergunta, mas não me convence.”
ELA: “Pertenço há nove anos a mesma mulher.”
ELE: “E está aqui neste bar porque...?”
ELA: “Pelo mesmo motivo que você. Preciso de um drinque para relaxar após um dia difícil.”
ELE: E por falar em dia difícil, esse meu está superando os piores da minha vida. E pra terminar, agora encontro você.”
ELA: “Mas por que o desânimo? Podemos conversar. Como dois adultos que tiveram dias difíceis.”
ELE: “Então, podemos conversar de homem pra homem?”
ELA: “Você me faz sentir uma PQD ou uma caminhoneira ou um peão de rodeio.”
ELE: “Deixe-me ver sobre o que poderíamos conversar...você assistiu ao Fluminense e Corintians ontem?”
ELA: “Que tal falar sobre sua vida de casado?”
ELE: “Não posso falar sobre a minha mulher com uma mulher que dorme com mulheres.”
ELA: “Então fale do seu trabalho.”
ELE: “Podemos falar sobre outras mulheres. Que tal sobre aquela loura do vestido vermelho naquela mesa ali?”
ELA: “Temos maneiras diferentes de encarar as mulheres.”
ELE: “Eu conheço aquela loura. Ela também gosta de garotas e o cara que está com ela é gay.”
ELA: “E isso choca você?”
ELE: “Não. Mas ela está olhando pra cá e certamente não é para mim.”
ELA: “Não estou interessada.”
ELE: “Olhe, se você quiser eu posso apresentá-la a você.”
ELA: “Não sou uma pessoa fácil.”
ELE: “Aqueles peitos também não são fáceis!”
ELA: “Não seja vulgar.”
ELE: “Vulgar? Você não gosta de uma rosca?”
ELA: “Olha, eu não estou gostando nada do rumo desta conversa. Me respeite!”
ELE: “Me respeite? Tudo bem. Eu desisto, não vou apresentar aquele mulheraço a você. A Sandrinha não ia gostar deste teu papo de mulherzinha.”
ELA: “Tá certo. O placar foi Fluminense 2 x Corintians 0. Gols de Adriano Magrão aos vinte do segundo tempo.”

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Domingo, Junho 07, 2009

Desconstruindo Nova Iorque


Uma vez, o escritor americano Ernest Hemingway descreveu Nova Iorque como a cidade mais arrogante do mundo.
Afinal, os maiores prédios estavam ali.
As empresas mais importantes também. Assim como as lojas mais desejadas.
Muitas de suas ruas eram conhecidas por todos.
O parque urbano mais famoso também estava lá. E a sua noite atraía mais turistas do que qualquer outra cidade.
Então, como não ser egocêntrica? Como não se achar o centro do universo, hein, Nova Iorque?
Então, o Empire State foi inaugurado e, segundo Hemingway, os nova iorquinos correram para visitar o novo motivo de orgulho da já tão orgulhosa cidade.
Mas, quando chegaram lá em cima, os cidadãos nova iorquinos ficaram perplexos.
Ao verem as planíces que se estendiam muito além de Jersey City, de Newark,...
...de Hempstead, Long Beach e Clifton, eles perceberam que estavam muito longe de serem o centro do universo, que o mundo era muito mais do que a maior metrópole e que, na verdade, eram eles muito pequenos.

Pois eu tiro tuas cores e teu brilho, Nova Iorque, para te expor como és.

Nunca me permiti ser iludido pelo feitiço de tuas luzes, pela urgência das tuas ruas, pela grandiosidade dos teus prédios.

Não me importo com tuas enormes pontes, com o luxo de tuas lojas, com o exibicionismo dramático dos teus letreiros, nem com as tuas largas avenidas e tuas torres que querem me convencer de que és a maior. Não me importa o teu gigantismo histérico, Nova Iorque!Porque sei muito bem o que se passa em tuas entranhas.
Sei do vazio por entre as tuas multidões arrogantes e pretensamnte auto-suficientes,...
...infectadas pelo teu individualismo assassino,... ...e pela tua impiedosa solidão.Entendas de uma vez por todas, Nova Iorque...

...que surgistes como qualquer outra. Surgistes da terra... ...e por seres humanos fostes feita. Não pelos milhões que se contentam com o teu feitiço e, tolos, se vão, com a ilusão de terem te conhecido nua.

Mas se te conhecessem de verdade, veriam que és tal qual uma fogueira,... ... e o que te mantem acesa é essa gente...
...para quem nem sempre és generosa. Fogueira de gente, é o que tu és. Essa gente tão imperfeita e tão bela!Sim, os pesados alicerces de tua majestade são sustentados por ossos, músculos e almas, Nova Iorque,...

dessa gente a expor a beleza...
...e a dor,...

...a brutalidade...

...a poesia...

...e o amor, por trás da exuberante imensidão de teu rosto de pedra e ferro.

Nova Iorque, não tentes me enganar. Por trás de teu feitiço, só há mais feitiço. Não ouses prostituir meus sentimentos, pois teu jogo não faço.

E tenha uma boa noite, Nova Iorque.

Tenha uma muito boa noite,..

...meu amor.

(...)
* Trilha sonora: Eumir Deodato - Pavane for a dead princess

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Quarta-feira, Junho 03, 2009

Resumindo San Francisco, antes que eu chore

Quando você estiver lendo este post, provavelmente eu já estarei de volta a Nova Iorque.
Desculpe-me se estou sendo um pouco bobo, mas é que San Francisco tem me fascinado tanto, que não posso deixar falar mais sobre essa cidade que ultrapassou todas as minhas expectativas.
Alcatraz, o famoso presídio, por onde passou Al Capone, hoje, é visitado por milhares de turistas por ano. Há empresas ofrecendo passeios noturnos, que são altamente recomendável, devido a bela vista da cidade. Como alguns presos morreram ali, há gente que jura que viu fantasmas.
As construções em estilo vitoriano estão por toda a parte. O curioso é que, geralmente, uma difere da outra. É como se cada proprietário quisesse dar um toque pessoal. Very Frisco!

É na região de Haight-Ashbury que essas construções são mais abundantes. Nos áureos tempos, anos 60, as escadas dessas casas, funcionavam como prefeituras, onde os jovens moradores fazim reuniões, entre um baseado e outro, para decidir melhorias na região.

Aliás, a arquitetura é um dos grandes charmes da cidade.

O novo respeitando o antigo - uma constante nos grandes centros de países desenvolvidos - é visto aqui, mesmo no coração do agitado centro financeiro, onde estão as construções mais novas e de mais altas. O prédio em formato de triângulo é o Transamerica Pyramide, o edifício mais alto e um dos símbolos da cidade.

O que impressiona também em Frisco, é a variedade arquitetônica.

Grace Cathedral, no bairro de Nob Hill tem até ares franceses. Levou 36 anos para ser construída, o que aconteceu em 1964. Vale a pena ser visitada, pois há várias obras de arte em seu interior.O prédio acima, no 140 da charmosa Maiden Lane, pertence a uma galeria de arte e foi projetado nada mais nada menos por Frank Lloyd Wright, o maior um dos maiores arquitetos de todos os tempos.
A foto a cima, é de uma pracinha bem no centro financeiro da cidade, ou seja, no centrão. Choca pela limpeza e conservação.

O mesmo se vê na Universidade de Berkley ou Universidade da Califórnia, que fica há uns quarenta minutos do Centro de San Francisco.

Berkley foi a univercidade que mais se engajou na luta contra o governo e a guerra do Vietnã. Hoje, é conceituadíssima, principalmente no campo da informática e onde estudam vários brasileiros. Tem um dos ensinos mais modernos do país e uma das poucas que conseguem manter o prestígio, já que o ensino nos EUA tem descido ladeira abaixo, em termos de qualidade.


Simpática lojinha na rua principal de Susualito, no outro lado da Golden Gate Bridge. Cidadezinha agradável, tipo Buzios para os cariocas ou Ilha Bela, para os paulistas. Como se não bastassem as suas belezas, os arredores de Friscos também têm pérolas que não podem deixar de ser visitadas, como a região dos vinhedos, Monterrey e Carmel.

As bandeiras do arco-íris denunciam logo: Estamos em Castro Street. Quem assistiu o filme Milk - A voz da igualdade, sobre o qual já falei aqui e que deu - merecidamente - o Oscar de melhor ator a Sean Penn, se lembra da incrível história deste bairro, que ainda é o centro da vida gay na cidade. Mas atualmente Castro quer fugir do esteriótipo de gueto e seus restaurantes querem atrair os turistas heteros. E confirmei que o local é uma boa opção para se comer alguma coisa (no sentido degustativo, é claro). Isso se você deixar o preconceito no hotel e não se importar em ver casais de rapazes ou de moças caminhando de mãos dadas no meio da rua e se cumprimentando, um tanto...alegremente. E nem com as muitas sex shops da região, cujas vitrines, por sinal, achei engraçadíssimas.

Nem é preciso dizer que estamos em Chinatown. Praticamente todas as importantes cidades norte-americanas têm a sua Chinatown, mas - não tenho muita certeza - a de Frisco é a maior.

E, com certeza, deve ser a mais bonita. Essa rua que estamos vendo, à esquerda - não a ladeira(aliás ô cidadezinha para ter ladeiras) -, foi a primeira a surgir na cidade, a Grant avenue. Essa região é uma das mais antigas e durante a ocupação mexicana na Califórnia, era um lugar a ser evitado, por ser um antro de prostituição e roubos. Hoje, pode-se ir á noite, sem problemas.
Como é comum em qualquer lugar habitado por orientais, há centenas de lojas vendendo toda sorte de bugingangas. Bom lugar para se comprar souvenirs.

Seguindo a Grant, você sai da tradição de Chinatown e cai na moderníssima Union Square. Excelente lugar para descansar suas pernas cansadas de subir e descer tantas ladeiras. Tome um café ou um suco, sei lá! Mas fique parado ali, nem que seja por uns vinte minutos e observe a vida correr na cidade. Em Union Sq., Frisco ganha ares novaiorquinos. Ali, a cidade mostra seu outro lado, o lado mais moderno, hype, sofisticado, cool ou outra coisa que você queira chamar, para definir "diferente de tudo que você viu até então".

Um aviso às mulheres consumistas que vão à Frisco: preparem-se para orgasmos duplos na Union Sq., já que nos seus arredores estão, entre outros, Chanel, Chloé, Armani, Celine, Gucci, Polo Ralph Laurent, Coach, Hermés, Fendi e, para os menos abonados, a Macy´s, entre outras marcas famosas.

Um aviso aos maridos das mulheres consumistas que vão à Frisco: fujam da Union Square!

Bem, é isso aí. Eu costumo dizer que cidade boa é aquela que nos faz sentir um nó no coração na hora da partida.
Pois essa foi a minha última foto, antes de passar no hotel, pegar minhas coisas e ir para o aeroporto. Já havia acontecido antes em Londres e Lisboa. Pela minha cara, dá pra ver. Nunca consegui fingir muito bem.







Gostaria de compartilhar com vocês a última cena que guardo desta cidade fantástica. Com direito a trilha sonora do vento brabo - O lugar pra ventar! Logo estarei de volta a uma cidade realidade, digo, Nova iorque.
*A partir de agora vou falar de cada cidade que eu visitar, de acordo com alguns quesitos, para quem quiser visitá-las poderem se basear. Vamos lá!
Transporte - É o ponto fraco de San Francisco. O metrô serve a apenas uma parcela pequena da cidade. Os ônibus e bondes são lentos. O trânsito flui bem. Os táxis não são caros e os motoristas são muito simpáticos. Em uma ocasião, peguei um gaucho, chamado Rogério. Muito gente boa.

Belezas naturais - Muitas. Parques, praia e a costa. Visite também os arredores.

Curto de vida, preços - É uma cidade cara. Não tanto como Nova Iorque, mas chega perto.

Compras - Muita coisa pra comprar, mas evite, se você for visitar outra cidade, como Nova Iorque, por exemplo, por causa da taxa, que aqui é de quase 10%. Em Nova Iorque, ela fica um pouco acima dos 8%. Só compre o que não der mesmo para adiar.

Receptividade - O povo aqui é o mais simpático que encontrei nos EUA até hoje. Muito receptivos, adoram conhecer gente nova, sorridentes e chegados a um papo. Nunca vi tanta gente sorrindo na minha vida. A impressão que se tem é que todos são bem resolvidos e felizes.

Segurança - Não se vê muito policiamento. Tem muita gente maluca perambulando pelas ruas, mas são malucos gente boa. A criminalidade é alta, mas não se sente um clima ameaçador. Mas é bom não vacilar.

Vida noturna - Meio fraca, em comparação com outros grandes centros como Londres, Buenos Aires, Nova Iorque, etc. Há boates e bons bares e restaurantes, mas não espere muito. Parece que o pessoal aqui gosta de dormir cedo.

Clima - Psicodélico. Faz frio até no verão e pode fazer calor no outono.

Para mim, micos que você deve evitar em Frisco:

Atravessar de bike a Golden Gate - vocês sabem que sou apaixonado por bike, mas é roubada atravessar a ponte mais linda do mundo tão rápido. Mesmo por que, o local vai estar tão cheio de turistas, que você não pedalará e, sim, desviará.
Embarcadero - O pequeno porto, no Centro, é cheio de lugares caros, músicos-engana-turistas e lojas de bugingangas. Só vá mesmo, se não tiver nada para fazer.

Nota de 0 a 10 - 9. Obrigatória.

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