Caminhando e garimpando

A maioria dos turistas que vem ao Rio estão atrás de praia. Mas é cada vez maior o número de interessados em passeios alternativos. Isso é uma tendência mundial, como já falei no post A Gente Tem Sede De Quê?, sobre a minha passagem por Lisboa, lembra?
E para atender a essa demanda, vários setores passaram a oferecer passeios totalmente na contra-mão dos pontos turísticos convencionais. E tem para todos os gostos: circuito literário, circuito histórico, circuito da Floresta da Tijuca, circuito sobrenatural (Isso mesmo. Um passeio a imóveis onde se acredita residirem fantasmas famosos), circuito das fortificações (e existem muitas no Rio e nos arredores), circuito das favelas, etc.
O mais interessante, para mim, e que deve ser feito antes de qualquer outro é o passeio promovido por professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro pelo Centro da Cidade, durante o qual não só se aprecia os vários tipos de arquitetura existentes, como também, conhecendo lugares importantes na história do país ocorridos no coração de uma cidade que já foi capital federal.
Esses passeios são grátis e ocorrem aos domingos. Os interessados devem ir com disposição, pois costumam durar perto de seis horas, com pausa para lanche e almoço.
O ponto de partida é o Mosteiro de São Bento, onde ocorrem missas dominicais com cantos gregorianos. Vou repetir: missas com cantos gregorianos em pleno Centro do Rio.
E o passeio desce para a avenida Rio Branco e a primeira das muitas paradas é em frente a este prédio, que serve como abrigo de valores do Banco Central. Por questão de segurança, não pude fotografá-lo de perto. Já passei por este prédio umas quinhentas vezes e nunca lhe prestei muita atenção. Aliás, uma das vantagens desse passeio é fazer os cariocas ficarem mais atentos a sua cidade.
E para atender a essa demanda, vários setores passaram a oferecer passeios totalmente na contra-mão dos pontos turísticos convencionais. E tem para todos os gostos: circuito literário, circuito histórico, circuito da Floresta da Tijuca, circuito sobrenatural (Isso mesmo. Um passeio a imóveis onde se acredita residirem fantasmas famosos), circuito das fortificações (e existem muitas no Rio e nos arredores), circuito das favelas, etc.
O mais interessante, para mim, e que deve ser feito antes de qualquer outro é o passeio promovido por professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro pelo Centro da Cidade, durante o qual não só se aprecia os vários tipos de arquitetura existentes, como também, conhecendo lugares importantes na história do país ocorridos no coração de uma cidade que já foi capital federal.
Esses passeios são grátis e ocorrem aos domingos. Os interessados devem ir com disposição, pois costumam durar perto de seis horas, com pausa para lanche e almoço.
O ponto de partida é o Mosteiro de São Bento, onde ocorrem missas dominicais com cantos gregorianos. Vou repetir: missas com cantos gregorianos em pleno Centro do Rio.

E na charmosa bagunça de estilos (nem sempre de bom gosto) no Centro do Rio, o antigo e o novo, vão convivendo, nem sempre harmoniosamente, lado a lado. E a gente vai caminhando e garimpando as pérolas.








Por exmplo, sempre achei curiosa a deformação no traçado da avenida Marechal Floriano, em frente à Igreja de Santa Rita. Pois a verdade é que a igreja seria demolida na ocasião da reforma da avenida. Mas os fieis decidiram fazer uma vigília em volta do templo para impedir sua demolição. Para evitar maiores atrasos na conclusão da reforma, o prefeito da época decidiu manter essa jóia que é a Igreja de Santa Rita que tem tantos seguidores no Rio.
Aliás, a muvuva na porta da igreja, na foto acima é justamente o pessoal que fazia o passeio.

Também da triste noite de 4 de abril de 1968, quando a PM baixou o sarrafo em quem saía da missa de sétimo dia pela morte do estudante Edson Luis, morto em 28 de março, durante um confronto entre estudantes e policiais militares, no Restaurante Calabouço. Para impedir que o massacre fosse maior, o padre ordenou que os seus sarcerdotes fizessem um cordão de isolamento na frente do templo, para que os fiéis pudessem se afastar do local em segurança. Além disso, ele mesmo foi para a calçada empunhando um enorme crucifixo, obrigando os policiais a recuarem.

E também histórias trágicas como a chacina de meninos de rua, ocorridas numa madrugada do inverno de 1993. Mas essa lembrança, as calçadas não nos deixam esquecer.

Já falei deste trecho do Rio aqui no blog, por isso não falarei mais nada. As imagens falam por si...













Masi uma parada: no Paço Imperial, que foi palco do importante Dia do Fico, final do século 19. O prédio amarelado, ao lado é a Assembléia Legislativa, onde nossos digníssimos deputados se esforçam para melhorar o nosso estado.

Se de perfil o prédio da Assembléia é bonito, de frente é muito mais. O Palácio Tiradentes, nome oficial da Assembléia, tem também uma visita guiada durante a semana.


O próximo passeio deve ser em 05 de abril. Mas pegue mais informações no email: roteirosgeorio@uol.com.br . Eles têm um roteiro noturno, contando a história da boemia da cidade. Esse pretendo fazer em breve. E mandarei notícias...post, é claro!
Bom passeio!
Marcadores: Cidades
4 Comments:
Valeu a dica,JULIO. Tenho certeza que muita gente que mora do Rio desconhece muitas destas coisas.
Abraços!!
Oi, menino!
Ver vc mostrando lugares tão belo e históricos aqui do Rio me faz sentir tão bem!! Sei que temos problemas enormes por aqui, mas a cidade tem valores que POUCOS conhecem, pq como vc disse, acabam procurando somente por praia - embora vc tenha se referido a SP - rss
Vc sabia que lá no TJ existe uma visita guiada? Eu ainda não fiz , mas dizem que é muito legal - acho que seria apenas para funcionários, mas posso verificar pra vc - caso se interesse.
Beijos amigo
esqueci, logo que eu estiver melhor vou procurar ese grupo de passeios de bicicleta!!
Amigo Julio,
Eu já fiz muitos, mas muitos passeios culturais como este. ouvi trocentas histórias sobre lugares do Rio, cada uma mais interessante que a outra. Uma das fotos que você mostrou é do Beco dos Barbeiros. O guia contou a história deste lugar? Um dia eu vou contá-la no Antigas Ternuras (se é que já não contei... já nem sei mais o que já postei)
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.
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