Bala Perdida, o Sabático

Eu não sei quantos anos se passaram desde então, mas acontece que me encontro no meio de um ano sabático.
Não larguei o emprego porque dele ainda dependo. Pelo menos do emprego oficial. Mas não aceito freelas, parei de escrever e tenho reduzido as minhas atividades ao máximo. Pelo menos as ativades intelectuais. Esse blog ainda estárá no ar, mas não está entre as minhas prioridades no momento. O meu tempo livre sendo tomado apenas para rever a minha vida e planejar um recomeço.
Passei ileso pela crise dos quarenta. Aliás nem tive crise alguma aos quarenta. Mas agora, sinto uma urgência de zerar a minha existência. Esse desejo já vinha crescendo há uns cinco anos. E agora sinto que não dá mais para esperar.
Por um lado, sinto muito orgulho de mim mesmo, pois sempre ouvi dizer que merece aplausos quem ainda tem pique para mudar a sua vida aos cinqüenta. Por outro lado, todo momento de transformação é angustiante. O que vai acontecer? O que devo fazer? Qual o caminho tomar?
Tenho feito pequenas viagens, pedalado muito, voltei a meditar, visitado lugares e pessoas do meu passado. Tudo em busca de um insight que me aponte o caminho.
Enfim, esse resto de 2008 e todo o ano de 2009 deverá ser um looooooooongo período de preparação. Para quê? Aonde isso tudo irá me levar? Tudo isso me levará a uma nova vida. Afinal, farei cinqüentinha no ano que vem, e é o segundo. Tenho recebido e-mais da minha intuição que dizem que será um período bem mais feliz. A maioria das pessoas que conheço que se dedicaram a tal mudança não se arrependeram. Afinal, ninguém quer começar de novo aos cinqüenta impunemente. Quem sabe eu vire um santo?!
Está rindo? Respeite o meus meio século de vida!
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