sexta-feira, agosto 04, 2006

Cadê o aluno que estava aqui?


“A cada hora 31 crianças abandonam a escola no Brasil. De cada 100 crianças matriculadas no primeiro ano do ensino público, somente 57 chegam à oitava série e desses uma parte substancial chega com vários anos de atraso e – como se não bastasse – a maioria sem condições de aproveitar o que quer que seja de seu “ensino”.”


O trecho acima está no jornal MontBläat, número 192, de 25 de julho último.
Às vezes me sinto um idiota por estar produzindo literatura neste país.

9 Comments:

Blogger Taia said...

Então Julio,saiba de mais uma.
Desde o ano passado vem crescendo o numeros de inscrições em escolas públicas e de evasão.
Porque?
Pelo RioCard.
Entram, pegam o vale e se mandam da escola sem avisar.
A escola não tem como cancelar o Rio Card e o cidadão usa o ano todo.
esse mês, será feita uma reunião para o acerto desse erro.
Espero que seja uma reunião produtiva.
Beijo.

sexta-feira, agosto 04, 2006 9:07:00 AM  
Blogger pecus bilis said...

Talvez o ensino tradicional em torno da escola esteja perto do fim. Todos vão ser autodidatas de internet.

sexta-feira, agosto 04, 2006 12:11:00 PM  
Blogger milton toshiba said...

Tierry Henry tem toda razão...., enquanto os franceses estão nos bancos escolares em período integral, nossas crianças estão batendo bola na rua...
abçs

sexta-feira, agosto 04, 2006 12:54:00 PM  
Anonymous DO said...

E pensar que ainda aprovam as crianças mesmo que elas nada saibam. Muito menos LER e ESCREVER.
Mas que país,viu...
Abração,JULIO!!

sexta-feira, agosto 04, 2006 2:09:00 PM  
Blogger José Alberto Mostardinha said...

Viva Júlio:

Tema actual esse.
Por cada criança que deixa a escola é mais um passo atrás no Brasil do futuro.
Mas o mais dramático é que esse processo de abandono escolar começa a ser residual na Europa e no mundo desenvolvido e aí parece que está a acontecer o contrário.
O Brasil, atendendo ao seu potencial, não pode pensar que vai viver da mão de obra barata, isso irá conduzir ao desastre.
Antes tem que preparar os homens de amanhâ de forma a que estejam preparados para os novos desafios do futuro.
Essa terá de ser uma batalha sem descanso.
Sem escola temos mais marginais, mais desemprego, mais violência nas ruas, mais prejuízo...tudo de negativo.

Um abraço,


Novo artigo no EG á espera do teu precioso comentário.

sexta-feira, agosto 04, 2006 4:10:00 PM  
Anonymous Mônica Montone said...

Só às vezes, Julio? rarará... Eu me sinto sempre, só não me torturo com esse pensamento porque o prazer de produzir é indiscritível, sem falar na necessidade...... Muito triste esses dados =0(

beijos e bom fim de semana

MM

Ps: cheguei de viagem e estou mudando de apto, imagine como não está minha vida!!?? rs*

sexta-feira, agosto 04, 2006 6:58:00 PM  
Anonymous rubo jünger medina said...

Falou tudo, Júlio. E vou te contar: tive alunos no 2º que nunca leram um livro, sequer unzinho, na vida. Outros, não sabiam juntas as sílabas para formar a palavra.
É a nossa realidade. Escola, a cada esquina, existe uma.
Abraços.

sábado, agosto 05, 2006 7:24:00 PM  
Blogger Rodrigo Xavier said...

Olá Júlio,

Enfatizo que nós somos o despertar de uma cultura de estudo e desenvolvimento. Não nos deixemos contaminar por notícias tristes como essa. Contaminemos o mundo com nosso prazer de ler e conhecer.

Sinto o contrário de você. Essas notícias me motivam a escrever mais.

É o mesmo na política. A miséria acaba quando houver riqueza. E riqueza se produz agora. Muitos querem acabar com a miséria com solidariedade. Percebe? A resposta sempre estará com a gente.

Por isso à luta amigo. Vamos preencher este mundo de mais cultura.

Abraços.

sábado, agosto 05, 2006 9:54:00 PM  
Blogger Kafé Roceiro said...

Muito interessante o texto! Realidade cruel!

domingo, agosto 06, 2006 3:34:00 AM  

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