tag:blogger.com,1999:blog-148797802008-07-19T06:52:37.848-03:00Bala PerdidaJulio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comBlogger375125tag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-15630268580148657622008-07-19T06:13:00.003-03:002008-07-19T06:34:39.203-03:00Aprovado<div align="center">(Vale a pena clicar nas fotos para vê-las ampliadas)</div><div align="center"><div><br /><div><a href="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHi_jgWdfpI/AAAAAAAAA9c/fmv9S4P1-kE/s1600-h/IMG_1786.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222134384636558994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHi_jgWdfpI/AAAAAAAAA9c/fmv9S4P1-kE/s400/IMG_1786.jpg" border="0" /></a><br />Aviso aos viajantes: O Morro da Urca decidiu dar um mimo para turistas e cariocas: novos guarda-corpos e bancos muito bonitos...<br /><br /><br /><br /><div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222135528812755522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjAmGvUukI/AAAAAAAAA9k/P3HAm5_Sgv0/s400/IMG_1747.jpg" border="0" /></div></div></div>...para que as belezas do Rio sejam apreciadas com mais conforto.<br /><br /><br /><br /><p></p><br /><br /><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222138962694138594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjDt-8cauI/AAAAAAAAA9s/a8gsK9fBKfU/s400/IMG_1748.jpg" border="0" /></p><br /><br /><br /><div align="center">O difícil é se levantar e ir embora.<br /><br /><br /><br /></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222160222302209362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjXDdJ_hVI/AAAAAAAAA-M/C36vhUVwOf8/s400/IMG_1781.jpg" border="0" />O quiosque foi reformado e apesar dos preços "turísticos", dá para comprar um lanche e se esticar, enquanto a cidade lá embaixo, faz o resto...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><p></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222154250383274402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjRn2BkMaI/AAAAAAAAA98/ck8XXOrK8_A/s400/IMG_1741.jpg" border="0" /> Uma vez, li em algum lugar que o Rio visto de cima é uma aula de geometria. Talvez seja exagero, mas poucas cidades têm formas tão exuberantes. Como a do bucólico bairro da Urca. Uma ilha de paz na beira da Baía de Guanabara.<br /><br /><br /><br /><br /><p></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222155237144166882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjShR_sgeI/AAAAAAAAA-E/9S82nvLR-Zo/s400/IMG_1757.jpg" border="0" /><br />Ou a do Pão de Açucar, cujo acesso começa ali no Morro da Urca. Lá atrás está a região litorânea de Niterói, com as praias de Piratininga e Camboinhas, que valem a pena serem visitadas.<br /><br /><br /><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222162218796187234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjY3qrP_mI/AAAAAAAAA-U/GKZoVtwIxxg/s400/IMG_1778.jpg" border="0" /></p><br /></div><br /><br /><div align="center">Que forma teria a enseada de Botafogo salpicada de barcos?<br /></div><br /><br /><p align="center"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222163263969731826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjZ0gQCpPI/AAAAAAAAA-c/Tn9dKaHNH_M/s400/IMG_1742.jpg" border="0" /></p><br /><br /><div align="center">E a orla do Bairro do Flamengo, onde moro?</div><br /><br /><div align="center"></div><br /><br /><div align="center"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222174499817663250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjkChC8KxI/AAAAAAAAA-s/ZZeNxHrkAs8/s400/IMG_1792.jpg" border="0" /></div><br /><br /><div align="center">O formato da Baía de Guanabara já foi comparada ao de uma boca banguela. E a enseada da Praia Vermelha?</div><br /><br /><div align="center"></div><br /><br /><div align="center"><br /><br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222148332317633202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjMPXgw6rI/AAAAAAAAA90/Q2JMUOwwzVU/s400/IMG_1779.jpg" border="0" />Em resumo, aproveitando a extraordinária luminosidade que, no Rio, só é encontrada no outono/inverno, fui conferir as mudanças lá em cima, no último final de semana e aprovei.<br /><br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222181645622133666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjqidPfQ6I/AAAAAAAAA_E/1soPCESWXxs/s400/IMG_1784.jpg" border="0" />Vale a pena pegar o bondinho...<br /><br /><br />O quê? Eu disse bondinho?<br /><br /><br /><p></p><br /><br /><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222171965427862370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjhu_tUy2I/AAAAAAAAA-k/y2VZb8rhM98/s400/IMG_1772.jpg" border="0" /></p><br /></div><br /><br /><div align="center">Tá certo! Você não precisa escalar o morro de mais de duzentos metros para ver toda essa beleza.<br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222179510219245810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjomKPxCPI/AAAAAAAAA-0/GBhibLw5f4w/s400/IMG_1796.jpg" border="0" /></div><br /><br /><div align="center">Mas deixe de preguiça e pegue a trilha que começa na Pista Cláudio Coutinho, na Praia Vermelha. Pergunte a qualquer um por lá e eles vão te indicar. O seu físico agradece. E a parte mental irá agradecer lá em cima.<br /></div><br /><br /><p align="center"></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222180432810654514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SHjpb3KsuzI/AAAAAAAAA-8/2WMWRh_INDw/s400/IMG_1794.jpg" border="0" /><br /><br /><p align="center">E tenho dito.<br /></p>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-18821679971364246402008-07-09T16:03:00.008-03:002008-07-10T15:21:00.415-03:00Bi-Bi, Fom-Fom<div><br /><div><a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SG_KmdVRlGI/AAAAAAAAA9E/bEfF2Mv6amE/s1600-h/IMG_1731.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219613255203394658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SG_KmdVRlGI/AAAAAAAAA9E/bEfF2Mv6amE/s400/IMG_1731.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><div><a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SG_IdDzOjRI/AAAAAAAAA88/o-zzb5HYi3Y/s1600-h/IMG_1728.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219610894707625234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SG_IdDzOjRI/AAAAAAAAA88/o-zzb5HYi3Y/s400/IMG_1728.jpg" border="0" /></a><br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219615576130166930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SG_MtjdVoJI/AAAAAAAAA9M/jlT398Zll3o/s400/IMG_1729.jpg" border="0" /><br /><br /><br /><div></div><br />O trânsito no Rio anda tão esquisito que até avião estão causando engarrafamento.</div><br /><br /><div>Brincadeirinha. Essa aí é a estradinha que passa ao lado das pistas do Aeroporto Santos Dumont, em direção à Escola Naval, pela qual costumo pedalar nas manhãs de sábado.</div><br /><div>Mas mais esquisito do que o trânsito é a forma que as autoridades estão lidando com a carnificina dos finais de semana nas grandes cidades brasileiras. Gente bêbada morrendo e matando inocentes. </div><br /><div>Quando alguém toma uma atitude sensata, o judiciário vai e mete um gol contra. No sábado, 05, quando os jornais o país leu nos jornais que o uso do bafômetro havia reduzido em quase 20% os acidentes e havia forçado os bebuns a mudarem os seus hábitos, o STF anunciou que o uso do bafômetro só seria obrigatório em caso de acidente. Filhos de juízes e desembargadores também saem à noite.</div><br /><div>E mais: os donos de bares e restaurantes iriam tentar na justiça acabar com o uso do aparelho, temendo queda no consumo de bebidas.</div><br /><div>Nem vou falar mais nada, comentem vocês.</div><br /><div>Só para lembrar, os filhos de juízes, desembargadores e ministros também saem para se divertir nas noites de sábado.</div><br /><div>E se a coisa voltar a ser como antes, o moviemento na noite irá cair de qualquer jeito, pois as pessoas sensatas vão ficar com medo de sair de casa.<br /></div><div> </div></div></div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-67485022736320717112008-07-05T14:57:00.003-03:002008-07-10T15:15:11.530-03:00Paul McCartney, o profeta<div align="center"><a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SG09mkkNPTI/AAAAAAAAA80/EV-N2WCrGD4/s1600-h/sex-and-the-city-main.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218895276052135218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SG09mkkNPTI/AAAAAAAAA80/EV-N2WCrGD4/s400/sex-and-the-city-main.jpg" border="0" /></a><br />Todo dia ela toma seu banho matinal para lavar seus cabelos</div><div align="center">amarra uma toalha na cintura, enquanto corre para se sentar na cadeira do quarto</div><div align="center">Veste suas meias, calça seus sapatos</div><div align="center">É apenas mais um dia</div><div align="center">No escritório, onde a papelada cresce na sua mesa, ela faz uma pausa</div><div align="center">Toma um cafezinho e tem dificuldade de ficar acordada</div><div align="center">É apenas mais um dia</div><div align="center">Tão triste, ás vezes ela se sente tão triste!</div><div align="center">Sozinha no apartamento em que vive</div><div align="center">Até que o homem dos seus sonhos apareça</div><div align="center">...E ele aparece, ele fica, mas vai embora no dia seguinte</div><div align="center">Tão triste!</div><div align="center">Ás vezes, ela se sente tão triste!</div><br /><br /><br /><br />O texto acima bem que poderia ter sido tirado do roteiro de <strong>Sex and the City</strong>, a versão cinematográfica do extinto seriado de tv, que tem levado multidões aos cinemas e é o filme mais comentado neste outono/inverno carioca. Mas na verdade, trata-se de um trecho de um sucesso do Paul McCartney de 1971, <strong><em>Another day, </em></strong>do seu lp<strong><em> Ram</em></strong>(que você deve estar ouvindo<strong><em>).</em></strong><br /><br /><br /><div align="justify">Naqueles tempos, o feminismo vivia seu auge. Um ano antes, milhares de mulheres haviam desfilado na Quinta Avenida, gritando por liberdade e não fazia nem cinco anos que elas haviam queimado seus sutians. </div><br /><br /><div align="justify">Não. Eu ainda não assisti a <strong>Sex and the City</strong>. Gostava do seriado e pelo que tenho lido e ouvido, o filme não acrescenta muito. As quatro continuam trabalhando muito e procurando sexo e estabilidade afetiva - Samantha continua apenas procurando por sexo. Continuam procurando, procurando, sendo felizes em muitos momentos, se desiludindo em outros. Como dizia Paul, láááááá em 71: "ele vem, ele fica, mas vai embora no dia seguinte." </div><div align="justify">Ás vezes, tenho a impressão de que as mulheres foram ingênuas e cairam numa armadilha. Alguém disse a elas que deveriam ingressar num mercado de trabalho, onde seus salários seriam, na maioria das vezes, menores do que dos homens. Um excelente negócio...para quem controlava o mercado e usava cuecas. Elas entraram nessa e deixaram de lado a sua natureza, a qual as fazem necessitar um pouco mais de afeto e tempo para cuidar do lar e dos filhos. Daí o motivo de elas reclamarem tanto. </div><div align="justify">Será que nada mudou nesses 37 anos? Claro, as mulheres hoje estão com salários mais compatíveis com o mercado e tem oportunidades que suas antecessoras jamais sonhariam. </div><div align="justify">Então, por que tanta reclamação? Sei lá! Já se foi o tempo em que eu tentava entender as mulheres. Só sei que tem muita gente faturando em cima dessa angústia feminina. E <strong>Sexo and The City</strong> é um exemplo.</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-7028046983608767892008-06-29T07:37:00.001-03:002008-06-29T07:53:43.060-03:00Derrota<a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SDALMLeBMSI/AAAAAAAAA4s/TwtersyNRmA/s1600-h/sem+tÃ&shy;tulo.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201669873477955874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SDALMLeBMSI/AAAAAAAAA4s/TwtersyNRmA/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /></a> Todos nós temos nossos momentos de queda na vida. Quando as derrotas são dos outros, a gente acha engraçado. E se por acaso as fotos forem boas, viram arte no <a href="http://failblog.org/" target="'_blank'">Failblog</a>, de onde foi tirada a foto acima.<br /><div></div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-68359527489910175392008-06-19T05:39:00.003-03:002008-06-19T17:25:40.401-03:001968: Uma sexta-feira sem happy-hour, pois ainda não terminou<div align="center"><a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEGGSEjApZI/AAAAAAAAA6c/Xytow4oexhM/s1600-h/VIETNA.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206590289233356178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEGGSEjApZI/AAAAAAAAA6c/Xytow4oexhM/s400/VIETNA.jpg" border="0" /></a> Foto do Jornal do Brasil<br /></div><br /><div align="center"><br /></div><br /><div align="justify">E de repente já se passaram quarenta anos de 1968, o ano mais marcante do século passado. Palestras, entrevistas, livros, rodas-de-leituras, documentários, reportagens e resenhas têm sido feitos para discutir, relembrar ou tentar entender aqueles 365 dias em que o mundo quase pegou fogo. Muito tem se falado dos fatos marcantes daquele ano inesquecível. Mas existe um fato do qual poucos falam e que, no meu entender, mudou os rumos da história no Brasil.</div><br /><p align="justify">Primeiro, devemos deixar o romantismo de lado. 1968 não foi só de Paz &amp; Amor, hippies, Beatles e Rolling Stones. Foi de muita guerra, tumultos, assassinatos, conflitos, mortes e repressão.</p><br /><p align="justify">Antes da tal sexta-feira, houve a quinta-feira, 20 de junho. Naquela tarde, centenas de estudantes haviam invadido a reitoria da Faculdade de Economia da UFRJ, na Praia Vermelha, e mantiveram os reitor em cárcere privado. A PM foi chamada. Nervosos, os estudantes combinaram que só libertariam o reitor, se a PM se comprometesse a não efetuar nenhuma prisão. E assim chegou-se a um acordo.</p><br /><p align="justify">Só que a polícia não cumpriu a promessa. Metade dos estudantes, incluindo as lideranças, conseguiram deixar o local, junto com o reitor. Mas a segunda metade, uns 400, foram impedidos pelos policiais fortemente armados. A maioria foi espancada e presa. Algumas dezenas deles sairam correndo, indo refugiar-se no campo do Botafogo, ali perto. Parte da imprensa foi atrás e registrou cenas chocantes, com os policiais militares espancando e humilhando estudantes desarmados e deitados no gramado. Os jornais do dia seguinte mostrariam fotos de PMs urinando em cima dos rapazes e enfiando cacetetes nos traseiros das moças.</p><br /><p align="justify">Já era sexta-feira e a cidade pegou fogo.</p><br /><p align="justify">Imediatamente as lideranças estudantis marcaram uma grande manifestação no Centro. Aparentemente seria mais uma das muitas que já haviam ocorrido naquele ano. Mas não foi.</p><br /><p align="justify">Eu tinha oito anos na época e gostava de assistir nos jornais as cenas dos confrontos entre estudantes e a polícia. Eu ainda não entendia muito bem o que estava acontecendo no país e achava graça daquela correria toda. Por isso, quando soube que haveria manisfestação naquela tarde, voltei do colégio excitado, só para ver os flashes do que estava acontecendo lá no Centro.</p><br /><p align="justify">A manifestação começou lá pelo meio-dia e logo percebeu-se que havia algo novo no ar, pois, pela primeira vez, a população em massa estava apoiando os estudantes, indignada com o que havia lido nos jornais. Os trabalhadores pararam de trabalhar, as pessoas nas calçadas ou nas janelas dos escritórios aplaudiam a massa estudantil. Contrariada, a polícia decidiu reagir à altura e, pela primeira vez, abriu fogo contra os manifestantes. Ainda mais indignada, a população juntou-se aos estudantes. Cenas inusitadas passaram a ser vistas, com homens de terno e gravata jogando pedras nos policiais, contínuos armando barricadas na Rio Branco e secretárias atirando do alto dos prédios grampeadores, pesos de papel, cinzeiros e até calculadoras e máquinas de escrever. A PM reagiu com mais balas e bombas de gás lacrimogênio.</p><br /><p align="justify">Em poucos minutos, a Rio Branco parecia uma praça de guerra, com trincheiras feitas de latas de lixo e caixotes, carros incendiados e vitrines depredadas. A manifestação se transformou no mais perto que esta cidade já chegou de uma guerra civil. De um lado, tiros e bombas; do outro, chuva de pedras e objetos atirados dos edifícios. </p><br /><p align="justify">Diante da força bruta da polícia, as lideranças estudantis resolveram se retirar da zona de conflito e bateram em retirada. Em poucos minutos todos já estavam a salvo em seus apartamentos classe média, na zona sul.</p><br /><p align="justify">E aí aconteceu o mais fantástico daquele dia. Em seu livro <strong>Os Carbonários</strong>, Alfredo Sirkis, revela que os estudantes começaram a ligar uns para os outros, enquanto ouviam pelo rádio ou TV, relatos impressionantes da grande batalha que estava se travando no Centro. Felizmente todos estavam bem. Mas uma pergunta não queria se calar: se todos os estudantes estavam em casa, quem estava combatendo lá no Centro?</p><br /><p align="justify">Era o povo. Contínuos, vigias, desempregados, secretárias, motoristas, comerciários, balconistas, camelôs. Pela primeira vez - e acho que foi a última -, sem o empurrãozinho de nenhuma liderança estudantil ou política, o povo foi para as ruas e combateu bravamente durante toda a tarde, demonstrando o seu descontentamento com aquele governo militar há quatro anos no poder e que ainda não havia conseguido efetuar as mudanças necessárias para tornar este país uma nação de verdade. E ainda tratava estudantes indefesos como criminosos!</p><br /><p align="justify">A maior parte das ruas do Centro ficou intransitável. A nuvem de fumaça das bombas de gás eram vistas em Niterói. Até hoje não se sabe ao certo o número de mortos naquela sexta-feira, enquanto o Hospital Geral da Polícia Militar ficou lotado de soldados feridos. Ao entardecer, o Comandante Geral da PM foi obrigado a admitir que havia perdido o controle da situação e o governador pediu ajuda ao Exército. Por volta das oito da noite, tropas deixaram os quartéis e tomaram as ruas centrais. E a paz voltou ao Rio.</p><br /><p align="justify">Dias mais tarde, 26 de junho, para mostrar que não queriam conflito, as lideranças estudantis orgnaizaram a famosa Passeata dos Cem Mil, que tornou-se histórica e que acabou ofuscando a importância daquela sexta-feira em que realmente não houve happy-hour. Digo importância, porque, segundo o meu entendimento, acho que foi ali que os militares começaram a tramar o maldito AI-5, que entraria em vigor, meses mais tarde, em 13 de dezembro. Na verdade, acho que os ditadores nunca se importaram muito com as manifestações estudantis, pois eram eventos comandados por um bando de garotos de classe média. Mas quando é o povo que vai para rua lutar com a polícia, a coisa muda de figura. Aquela sexta-feira mostrou ao povo a força que ele tem. Mostrou aos estudantes que o povo não precisaa deles para ir para as ruas. E mostrou aos militares uma resposta teria que ser dada, antes que eles perdessem o controle da situação. E a resposta seria dada na forma mais dura, através daquele terrível ato que mergulhou o país na ditadura.</p><br /><p align="justify">A geração de 1968 foi gloriosa, mas teve que pagar um preço muito alto por toda aquela insenssatez. E, a julgar pelo recente episódio dos soldados do Exército que entregaram três rapazes do Morro da Providência, aqui no Rio, a traficantes de uma favela rival, acho que o nosso país, de certa forma, até hoje paga a conta daquela sexta-feira sem happy-hour.</p><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206601297234535842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEGQS0jApaI/AAAAAAAAA6k/Lt5fMVJiQ08/s400/Rio_1968.jpg" border="0" /></p><br /><p>Outra foto do JB mostra as primeiras prisões, no início da manifestação estudantil, na sexta-feira sangrenta.</p>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-90471607080706500172008-06-13T05:21:00.001-03:002008-06-13T06:17:54.885-03:00Migração<div align="justify"><br /><br /></div><br /><div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SErV5fPwdRI/AAAAAAAAA7s/5-dAR28Ig1w/s1600-h/IMG_1597.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209211102624249106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SErV5fPwdRI/AAAAAAAAA7s/5-dAR28Ig1w/s400/IMG_1597.jpg" border="0" /></a> </div><br /><div align="center"><br />Este aí é o Centro do Rio.<br /><br /><br /></div><br /><div align="justify"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209214703784930402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SErZLGnXrGI/AAAAAAAAA70/vGffCr9O2l4/s400/IMG_0576.jpg" border="0" /></div><br /><div align="center"><br />Vou repetir: você está vendo o Centro do Rio de Janeiro.<br /></div><br /><p align="justify"></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209218907800915778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SErc_zy4z0I/AAAAAAAAA78/2aQm9WT7__0/s400/IMG_0583.jpg" border="0" /><br />Vou repetir: as fotos acima mostram o Centro do Rio.<br />Não, ainda não estou tão louco assim. Na primeira, vemos o Largo São Francisco da Prainha, na Gamboa, bairro da região portuária da cidade, uma parte do Rio que durante anos ficou desprezada por todos, mas que agora está ganhando destaque.<br /><br />A partir da segunda foto, vemos o Morro da Conceição, bem acima do Largo, com seu ar de cidade do interior...<br /><br /><br /><p></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209220252898857330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEreOGrOkXI/AAAAAAAAA8E/L-GJ0t9TLW4/s400/IMG_0584.jpg" border="0" /><br /><p align="center">...suas construções históricas e/ou centenárias.<br /></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209226291932909474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SErjtn1JT6I/AAAAAAAAA8s/tKRf3MTsUVo/s400/IMG_0586.jpg" border="0" /><br />Lá de cima dá até para se ouvir o ruído do trânsito da Rio Branco, a nossa Avenida Paulista. Mas o lugar está indiferente a tudo isso e parado num tempo onde bala perdida era aquilo que alguma criancinha descuidada havia deixado cair por aí.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209223886629360418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SErhhnYF0yI/AAAAAAAAA8U/RsAG12uNmxI/s400/IMG_1598.jpg" border="0" /><br />Nos últimos anos, boa parte da boemia jovem qua havia adotado a Lapa como refúgio, tem migrado para esse aí, o Largo São Francisco da Prainha. Na verdade, a badalação da Lapa, trouxe restaurantes caros, flanelinhas, excesso de turístas, preços exorbitantes e muito tumulto. O Largo é palco de animados Happy-hours e alegres bales carnavalescos. </p><br /><p>Aliás, fico fascinado com essas migrações de point em point que ocorrem nas grandes cidades do mundo. Quando morei em São Paulo, nos anos 80, por exemplo, a noite na Vila Madalena era sonolenta. Hoje...bem, hoje corre o risco de você não conseguir dormir devido ao excesso de agitação. O mesmo aconteceu com a área de Palermo, em Buenos Aires, e do Brooklyn e do East Village, em NYC, por exemplo.<br /></p><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209221694628536338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SErfiBiXoBI/AAAAAAAAA8M/tsZC7yAgKu8/s400/IMG_1596.jpg" border="0" /></p>Seja como for, as imediações do Largo S. Francisco da Prainha está atraindo cada vez mais gente antenada, cansada dos bochichos da Lapa. O restaurante Gracioso é um achado. Cozinha brasileira da melhor qualidade, em quantidade farta e preços simpáticos. Ele aparece fechado na foto porque era domingo. E o endereço é esse aí: Sacadura Cabral, 97, próximo e ao mesmo tempo tão longe do tumulto da Praça Mauá e a Rio Branco.<br /><br /><br /><br /><p></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209224644367093282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEriNuK2DiI/AAAAAAAAA8c/KJpnmpaEyw0/s400/IMG_1595.jpg" border="0" /><br /><br /><p></p><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209225349645715346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEri2xiXx5I/AAAAAAAAA8k/AZJkF5g-PvE/s400/IMG_0581.jpg" border="0" /><br />Ah, e os nomes curiosos das ruas já valem uma ida até lá. Mas não demore muito ou a mídia irá descobrir e a área irá virar moda. E o pessoal mais interessante migrará para outro ponto da cidade.<br /><br /><p></p><br /><p></p>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-2677987660346720702008-06-09T04:44:00.003-03:002008-06-13T06:18:55.808-03:00O amor está no ar<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEqmdmxAZ1I/AAAAAAAAA6s/NtJDgy8blas/s1600-h/2396356529_0e801b1016.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209158946559911762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEqmdmxAZ1I/AAAAAAAAA6s/NtJDgy8blas/s400/2396356529_0e801b1016.jpg" border="0" /></a> Dia dos namorados chegando e o amor está no ar - embora o amor, nos dias de hoje, esteja igual ao sexo, se fala mais do que se pratica. Mas, enfim, uma das canções mais bonitas sobre esse substantivo cada vez mais abstrato é essa do Ivan Lins, faixa título do seu disco lançado em 1983.</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209177088292041682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEq29l_AM9I/AAAAAAAAA60/-nDVbSp6wzE/s400/Ivan+Lins+-+Depois+dos+Temporais.jpg" border="0" /><br /><br /><br /><br /><p></p><br /><p></p><br /><p></p>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-7320672567564514122008-05-31T10:55:00.001-03:002008-05-31T11:06:05.603-03:00Inveja!!!!!<div align="center">Lixo<br /><br /></div><br /><br /><div align="center"><a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBS9UjApQI/AAAAAAAAA5U/NFsTPG-W6yY/s1600-h/usa-03478.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206252382681343234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBS9UjApQI/AAAAAAAAA5U/NFsTPG-W6yY/s400/usa-03478.jpg" border="0" /></a>Mendincância e sem-tetos </div><br /><br /><div align="center"><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206253503667807506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBT-kjApRI/AAAAAAAAA5c/n10K8ycCdLY/s400/usa-00107.jpg" border="0" /> <img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206265898943423874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBfQEjApYI/AAAAAAAAA6U/uKBqwjCWNAc/s400/usa-03259.jpg" border="0" /> Sujeira<br /><br /><br /><br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206259709895550242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBZn0jApSI/AAAAAAAAA5k/O9wsodyTSiw/s400/usa-00087.jpg" border="0" /> Pixações<br /><br /><br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206260062082868530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBZ8UjApTI/AAAAAAAAA5s/x_sIhf5dgZY/s400/usa-03216.jpg" border="0" /><br /></div><br /><br /><br /><div align="center">Drogas</div><br /><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206261775774819650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBbgEjApUI/AAAAAAAAA50/rqnqCs1jL2E/s400/usa-00403.jpg" border="0" /></p><br /><br /><div align="center">Meninos de rua nos sinais<br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206262454379652434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBcHkjApVI/AAAAAAAAA58/1SaHjvUwidc/s400/usa-02354.jpg" border="0" /><br />A população entricheirada em suas casas, com medo</div><br /><br /><p></p><br /><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206264498784085346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SEBd-kjApWI/AAAAAAAAA6E/N0OMjcEkHrc/s400/usa-01455.jpg" border="0" /><br />Eu poderia estar falando de alguma metrópole brasileira, mas estas fotos são da maior de todas as metrópoles. O site <a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=402544/" target="'_blank'">Skyscrapercity</a> expõe imagens da Big Apple, entre 1965 e 1995, período que engloba os anos mais duros vividos por Nova Iorque, quando falência econômica, violência, drogas e politicagem, quase levaram a cidade à lona. </p><br /><br /><p>Quem tem ido a Nova Iorque nos últimos tempos, sabe da espetacular volta-por-cima que a cidade deu.</p><br /><br /><p>Vale a pena dar uma olhada, nem que seja para sentir uma inveja horrorosa ou manter viva a esperança de que daqui a alguns anos possamos ver fotos do Rio e São Paulo, principalmente, e possamos rir de tudo isso por que estamos passando.<br /></p>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-49811366759212845512008-05-29T12:18:00.007-03:002008-05-31T11:01:29.393-03:00Esperança<a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SDbigkjApPI/AAAAAAAAA5M/7YPKp-xy9Js/s1600-h/IMG_1599.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203595468667397362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SDbigkjApPI/AAAAAAAAA5M/7YPKp-xy9Js/s400/IMG_1599.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div><br /><br /><br /><div><a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SDbdj0jApMI/AAAAAAAAA40/eWfX-4NgKdU/s1600-h/IMG_1601.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203590026943833282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SDbdj0jApMI/AAAAAAAAA40/eWfX-4NgKdU/s400/IMG_1601.jpg" border="0" /></a><br /></div><br /><br /><br /><div></div><br /><br /><br /><div></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203594888846812386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SDbh-0jApOI/AAAAAAAAA5E/QhC6OYOH0Cc/s400/IMG_1603.jpg" border="0" /><br /><br /><br /><div><br /><br /><br /><br /><div>O dia acabou de amanhecer no Rio e já estou trabalhando. Essa é a explicação pelos posts cada vez mais espassos.<br />Enquanto vejo, da janela do trabalho, a manhã chegar sobre a Baía de Guanabara, ouço Caetano cantar <strong><em>Amanhã</em></strong>, do Guilherme Arantes. Esta música é para mim quase como uma oração, uma prece que nos faz crer num amanhã muito melhor. Ela é muito importante pra mim desde uma noite muito difícil em minha vida. E acredito que em algum lugar deste mundo alguém esteja precisando ser lembrado de que não há mal que sempre dure e que nada como um dia atrás do outro.<br /><br />A versão acústica do Caetano para <em>Amanhã</em> está no cd <strong>Totalmente Demais</strong>, lançado nos anos 80. </div></div><br /><div><br /><div></div><br /><br /><br /><div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201367619449467122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SC74SreBMPI/AAAAAAAAA4U/Gn7R-lrOTkk/s400/IMG_1577.jpg" border="0" /> </div></div></div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-24011995116040799942008-05-26T14:16:00.003-03:002008-05-29T14:51:25.470-03:00Regravações - Parte I<a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SC8cabeBMQI/AAAAAAAAA4c/Cb8-D3UdAGg/s1600-h/1125281_3ea8e46da2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201407335012053250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SC8cabeBMQI/AAAAAAAAA4c/Cb8-D3UdAGg/s400/1125281_3ea8e46da2.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Eu não sei vocês, mas não consigo mais ouvir rádio. Pelo menos o tradicional. Tenho ouvido mais o on line. Um dos motivos, além do excesso de anúncios e a baixa qualidade das músicas, está a overdose de flash-backs. Não tenho nada contra a música antiga, mas parece que os programadores das rádios estão todos sofrendo de nostalgia em estágio terminal. Uma música antiga de vez em quando é bom. É gostoso ser surpreendido no meio da rotina com uma canção que nos lembre algo bom que nos tenha acontecido há muito tempo. Mas o que está acontecendo é a repetição exaustiva de sucessos que já haviam sido exaustivamente executados em sua época, tornando o, antes gostoso, hábito de ouvir rádio, em uma tortura.</div><br /><div align="justify">Mas há ainda outro problema: as regravações. Meu Deus! O que está acontecendo? Parece que os músicos não querem mais se dar mais o trabalho de compor ou escolher canções. Assim é muito fácil. Pega-se uma canção de sucesso e faz-se uma nova versão. Ou seja, aposta-se no certo. Só que as regravações que tenho ouvido são todas anos luz inferiores às originais. </div><br /><div align="justify">Mas uma regravação não precisa ser necessariamente ser pior. Estou lhes dando, o que, na minha humilde opinião, é um exemplo. </div><br /><div align="justify">Primeiro está a saudosa <strong>Clara Nunes</strong>, com <strong><em>Canto das Três Raças</em></strong>, gravada por ela no lp do mesmo nome e que fez muito sucesso nos anos 70. Um samba de ótima qualidade, cantado com o padrão Clara Nunes de exaltação e emoção. Em seguida, a <strong>Simone Moreno</strong> gravou a mesma música no seu disco de estréia, em 1995. E que me perdoe a Clara, mas essa versão anos noventa é bem superior. Embora sem o mesmo nível de interpretação, o arranjo sofisticado e a percurssão bem trabalhada, sem dúvidas, compensam.</div><br /><div align="justify">Compare e mande bala.</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify"></div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-22931619345157800022008-05-19T15:58:00.001-03:002008-05-19T18:09:15.409-03:00Hienas<a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SC83TbeBMRI/AAAAAAAAA4k/clcGSFIxULs/s1600-h/1085064253_64409d909d.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201436901566918930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SC83TbeBMRI/AAAAAAAAA4k/clcGSFIxULs/s400/1085064253_64409d909d.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><div align="justify">Veja o seguinte diálogo, em um badalado bar paulistano, numa noite de sábado:</div><br /><div align="justify">GARÇON: "Quantos vocês são?"</div><br /><br /><div align="justify">GAROTA DESCOLADA, acompanhada de um grupo de amigos: "KKKKKKK, somos sete. Por quê?"</div><br /><div align="justify">GARÇON: "Porque o bar está cheio e não temos mesa para todos vocês."</div><br /><br /><div align="justify">GAROTA DESCOLADA: "KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK."</div><br /><br /><div align="justify">GARÇON: "Vocês terão que se separar ou se apertar numa mesa lá do fundo."</div><br /><br /><div align="justify">GAROTA DESCOLADA: "KKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!! Tudo bem, tudo bem! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK."</div><br /><br /><div align="justify">Você não achou graça? Nem eu. Nem o garçon. E nem ninguém que estava em volta. </div><br /><br /><div align="justify">Tenho reparado esse tipo de cena com cada vez mais freqüência, nos últimos tempos. Parece que as pessoas estão desesperadas para ostentar alegria. Outro dia, um famoso diretor de teatro carioca disse na tv: "Não estou mais interessado em drama, só comédia. O povo só quer rir, precisa rir!"</div><br /><div align="justify">Se tenho algo contra a alegria? Sem querer me fazer de vítima, já passei por muitas coisas pesadas na vida, mas estou alegre...digamos 80% do meu tempo. E procuro me manter assim. Só que nem sempre dá, pois vejo a tristeza como um pedágio que temos que pagar se quisermos continuar na auto-estrada da vida. E sempre desconfiei de pessoas que dizem estarem "sempre felizes."</div><br /><div align="justify">Como toda mudança de comportamento que acontece na sociedade, essa onda de <em>complexo de hiena</em> foi um processo lento, que começou há algum tempo.</div><br /><br /><div align="justify">E aí vou contar um fato da minha vida que nunca falei aqui antes. Em 2000, minha mãe morava em Juiz de Fora e estava com vontade de voltar pro Rio. Então, eu juntei uma graninha e lhe comprei um apartamento pequeno, próximo de onde eu vivia. Ela ficou muito feliz. Tão feliz que no dia da mudança, ela teve um enfarte. </div><br /><br /><div align="justify">Imaginem a cena: Eu tendo que atender os caras da mudança, o cara da tv a cabo e do telefone, todos apressados para fazer seu serviço e cair fora, enquanto minha mãe passava mal no chão. E cadê o telefone do médico? O cartão do plano de saúde? Tudo ensacado e encaixotado. </div><br /><br /><div align="justify">Isso foi no dia 21 de dezembro. Passei o natal tendo que arrumar a casa da minha mãe, enquanto tinha que visitá-la na UTI à noite. Só quem passou por situação idêntica tem noção do quanto é estressante. Fiz isso tudo sempre na esperança de que ela voltasse para o lar que eu lhe havia comprado. Mas ela veio a falecer no dia 28, sendo enterrada três dias antes da virada do ano.</div><br /><br /><div align="justify">Várias pessoas me chamaram para passar o reveillon em suas casas, mas preferi ficar só naquela que foi a pior virada de ano da minha vida. Mais tarde, fiquei sabendo que houve comentários do tipo "graças à Deus ele não aceitou vir! Reveillon não é noite pra baixo astral." No primeiro dia do ano, uma dessas pessoas me ligou. Estava num pagode, em um quiosque de praia. Queria que eu fosse até lá. Quando falei que não iria, me veio com os intermináveis "você precisa ser forte", "já está na hora de você tocar a vida", "a vida continua". Era como se estar triste naquela situação fosse uma vergonha.</div><br /><div align="justify">Tenho certeza de que essa pessoa tinha as melhores das intenções. Só queria me ver alegre. Mas ela não teve a sensibilidade de entender que cada um tem um tempo para exorcizar sua tristeza. Logicamente, uns dez dias depois, eu já estava bem e tocando a minha vida. Mas eu precisei deste tempo. Todos nós precisamos. E acho que lhe dar com esse "pedágio" que a vida nos impõe fica mais fácil quando entendemos que ele faz parte da nossa existência.</div><br /><div align="justify">Mas parece que esse medo da tristeza está aumentando. Tenho ouvido absurdos do tipo: "não quero ficar triste para não envelhecer", "não quero ficar triste para ficar feia" ou "não quero ficar triste para não ficar doente." E como não dá mesmo para se ficar alegre todo tempo, tome bebidas, tome drogas, tome remedinhos, tome comida em excesso, tome analistas. Espero que essa mentalidade ainda mude ou teremos uma sociedade de lindos psicopatas, depressivos elegantes, lunáticos saudáveis e suicidas sarados.</div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-18638031201535861982008-05-16T13:46:00.003-03:002008-05-19T18:07:33.849-03:00Lei de Murphy - O Roteiro<a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/RnQrTR8HhmI/AAAAAAAAATQ/5jl3WW4h0F8/s1600-h/72709170_42187d4fb3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076730290186454626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/RnQrTR8HhmI/AAAAAAAAATQ/5jl3WW4h0F8/s400/72709170_42187d4fb3.jpg" border="0" /></a><br />FADE OUT<br /><br />Som: ruído de despertador<br /><br />FADE IN<br /><br />Close na minha mão socando o rádio-relógio. Cinco da manhã.<br /><br />PLANO ABERTO<br />Me levanto, coçando o saco e caminho para o banheiro. Houve-se ruído de chuva e trovoadas lá fora.<br /><br />Close na minha cara de alívio ao fazer as minhas necessidades fisiológicas.<br /><br /><p>PLANO FECHADO</p><br /><p>Close em meu dedo apertando a descarga. A descarga funciona, mas não pára.</p><br /><p>ZOOM</p><br /><p>Close na minha cara apatetada, olhando para a descarga, tentando entender o que está havendo.</p><br /><p>ZOOM</p><br /><p>Minha mão socando desesperada a descarga.</p><br /><p>OFF</p><br /><p>O DEMO: E agora, Julio? A descarga não vai parar e a caixa-d´água do prédio vai esvaziar.</p><br /><p>CORTE</p><br /><p>Eu falando no interfone com o porteiro.</p><br /><p>EU: Severino eu não estou conseguindo parar a descarga.</p><br /><p>SEVERINO (SONOLENTO. OFF): Já fechou o registro? </p><br /><p>EU: Já. Mas não adiantou. Acho que está com defeito. É melhor você fechar o registro desta coluna do prédio.</p><br /><p>SEVERINO: Por quê?</p><br /><p>EU: Porque vai acabar com a água da caixa do prédio.</p><br /><p>SEVERINO: Mas todo mundo também vai ficar sem água se eu fechar o registro.</p><br /><p>EU: Mas é só enquanto eu tento dar um jeito nisso. Aliás, você não pode me dar uma ajuda?</p><br /><p>SEVERINO: Mas o senhor não quer que eu desligue a bomba?</p><br /><p>EU (Tentando ficar calmo): Severino, você está acordado? É pra você desligar a bomba e vir me ajudar.</p><br /><p>SEVERINO: Mas...</p><br /><p>EU: Estou te esperando!</p><br /><p>Desligo o interfone e fico olhando para o aparelho.</p><br /><br /><p>OFF<br />O DEMO: Você acha que ele vai largar a portaria sozinha e vir te ajudar? É ruim!</p><br /><p>CORTE.</p><br /><p>Volto para o banheiro e ainda tento interromper a descarga.</p><br /><p>EU: Claro que ele virá.</p>Nesse momento a luz se apaga. A casa é iluminada apenas pelos relâmpagos do temporal.<br /><br /><p>OFF</p><br /><p>O DEMO: Ele não virá. Está faltando luz, você mora no último andar e ele não vai subir todos esses andares, mesmo que você tenha dado uma boa caixinha pra ele no último natal.</p><br /><p>EU (falando com alguém invisível): Vai pro inferno!!!! (percebi a tolice que havia dito) Vá se fuder!</p><br /><p>OFF</p><br /><p>O DEMO: Você não acha ilógico mandar se fuder alguém que vive nas trevas?</p><br /><p>De repente, ouve-se alguém gritar ao longe:</p><br /><br /><p>OFF</p><br /><p>VIZINHO: Olha essa descarga! Nós vamos ficar sem água!!!!!</p><br /><br /><p>OFF</p><br /><p>O DEMO: É a Dona Gertrudes do 901. Ela está preocupada, tensa, nervosa. E você sabe que ela é cardíaca. E se ela tiver um piripaque? E a Luciana, a moça do 1002? Ela acabou de ter um bebê. O que vai acontecer quando ela acordar e não tiver água para fazer a mamadeira para a pobre criança? E o delegado que mora no 804? Quando ele sober que não tem água para tomar banho...</p><br /><p>EU: Puta Merda!<br />Nesse momento, alguém começa a bater na porta.</p><br /><p>Close na minha cara de suspense.</p><br /><p align="justify"><em><strong>Quem será? O síndico? A Dona Gertrudes? O Delegado do 804? O Demo? Ou o porteiro?. Essa história é verídica. Aconteceu comigo mais ou menos assim há umas duas semanas. E se você apostou na última hipótese, esperando um final feliz, releia o título deste post e aguarde o próximo capítulo.</strong></em></p><strong>Ah, a música é Kitty with the bent frame, com o maestro Quincy Jones, da trilha sonora do filme <em>Ladrão que rouba ladrão</em>.<br /></strong><br /><p></p>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-44554251960437765242008-05-13T06:08:00.004-03:002008-05-15T15:20:36.904-03:00Meus "Botecos"<div align="center"><a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SCgJb7eBMOI/AAAAAAAAA4M/27VhAtQs4Fs/s1600-h/1441224064_296ac6bdff.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199416145223954658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SCgJb7eBMOI/AAAAAAAAA4M/27VhAtQs4Fs/s400/1441224064_296ac6bdff.jpg" border="0" /></a> <strong><span style="font-size:85%;">Foto de Sérgio Fonseca</span></strong><br /></div><br /><div align="justify"><br /></div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">Como não bebo, nunca fui muito chegado a botequins. Por confesso preconceito, sempre tive a imagem de bêbados vomitando num canto, grupos cantando um samba chato, chão grudento de sujeira e moscas sobrevoando ovos cor-de-rosa, expostos no balcão.</div><br /><div align="justify">Nem depois que surgiram os botequins de grife (Armazens do chop, Manoeis &amp; Joaquins, Belmontes, etc), me senti encorajado a freqüentá-los. A única coisa legal que eu via nos botecos tradicionais, era o gostoso clima de informalidade. Você podia tirar a camisa, você podia batucar, você podia gritar um palavrão durante um jogo e ninguém iria lhe olhar de banda. Você podia bater papo com o garçon, podia discutir futebol com o dono e podia tormar porres homéricos, sem ser expulso por nenhum segurança truculento.</div><br /><div align="justify">Os antigos botecos eram uma confraria e seus freqüentadores, uma espécie de família. Parece que isso se perdeu um pouco com o surgimento das cadeias de botecos de luxo.</div><br /><div align="justify">Posso estar errado, já que não freqüento nenhum tipo destes estabelecimentos.</div><br /><div align="justify">Mas existe alguns lugares informais, que, apesar de não serem botecos, corro para eles quando quero relaxar e comer algo rápido, barato e bem feito. São os meus "botecos". Não estão para os pé sujo, com cadeiras e mesas de plástico, e nem para um lugar o garçon lhe fuzila com o olhar se você demora muito sem consumir.</div><br /><div align="justify">Como estive em São Paulo neste final de semana, aproveitei para selecionar também alguns lugares onde posso ser encontrado em momentos de profundo relax por lá.</div><br /><div align="justify"><strong><span style="color:#cc6600;">Aqui no Rio:</span></strong></div><br /><div align="justify"><span style="color:#cc6600;">Deus existe!</span></div><br /><div align="justify">É o que se diz ao provar os omeletes do <strong>Paladino</strong>. Os sandubas também são coisas do divino. Comida rápida, barata e light. Ideal para quem precisa fazer uma boquinha no meio da correria. O lugar é uma mercearia com uns cem anos de existência. Come-se entre garrafões de vinhos, tamancos de madeira e sacos de feijão-manteiga. O atendimento é bom e ferve nas happy-hours. Alguns famoso aparecem de vez em quando, como o compositor Aldir Blanc. Mas na hora da fome, famosos ou anônimos, somos todos iguais. </div><br /><div align="justify"><span style="color:#cc6600;">Glória ao Pai</span></div><br /><div align="justify">Aleluia! Você tem vontade de gritar isso ao saborear um sanduba do <strong>Cervantes</strong> (Barata Ribeiro com Prado Junior, Posto 1, Copacabana) Só quem já saiu de uma festa furreca às quatro da manhã, com a fome insistindo para ir para cama contigo e deparou com esse templo, onde se encontra sanduíches criativos e irresistíveis, sabe do que estou falando. Não adianta procurar, porque você só encontra um sanduba que mistura lombo, abacaxi e bacon lá neste, que é o pai dos boêmios famintos. O cantor e compositor Fausto Fawcett que o diga.</div><br /><div align="justify"><span style="color:#cc6600;">Venha a mim as comidinhas</span></div><br /><div align="justify">E se Deus existe, o <strong>Mercadinho São José</strong>, na esquina da rua das Laranjeiras com Gago Coutinho, é um templo. As mesas se espalham por entre lojinhas de artesanato. Já é um point na região há anos e os happy hours são concorridos. Para quem gosta, é um bom lugar para beber. Mas experimente as pizzas. São fartas e eliminam a fome sem piedade.<br /><br /><br /><strong><span style="color:#cc6600;">Em Sampa<br /></span></strong><br /><span style="color:#cc6600;">...Continua lindo</span><br /><br />Como já falei aqui, fui paulistano entre 1984/86. Naquela época, eu estudava numa faculdade que ficava ali no largo de São Bento. Eu era mais duro do que sou hoje e costumava agradar ao estômago com o Bauru, o sanduíche típico da paulicéia. Não sei quando ele surgiu, mas sei onde. O delicioso prato nasceu no número 27 do Largo do Paissandu, onde fica o <strong>Ponto Chic, </strong>tradicional e simático bar, que é a salvação de estudantes, jornalistas, do pessoal do teatro e boêmios de todos os tipos. Tive o prazer de aparecer lá neste findi e constatei que ele continua lindo: pratos deliciosos, preço razoável e atendimento super. É o meu preferido em Sampa.<br /><br /><span style="color:#cc6600;">Nem tudo está perdido</span><br /><br />O que fazer quando se sai da balada no meio de uma dessas madrugadas de outono, roxo de fome, com pouco dinheiro e o vento sudoeste desce a avenida São Luiz, fazendo você pensar que a sua noite está perdida? O bar <strong>Estadão</strong> (São Luiz quase com Consolação) está a sua espera. Mesmo de madrugada está cheio. Seus sandubas com pernil são famosíssimos. Seu bauru embora não seja nenhum Ponto Chic, é honesto e barato. Apareça e constate.<br /><br /><span style="color:#cc6600;">Me traz meio quilo de Borges e um Woody Allen no ponto!</span><br />Parece pedido de bêbado, mas em se tratando da Mercearia São Pedro, ali na rua Rodédia 34, pode ser totalmente natural. Já falei deste local aqui e sempre que cruzo a ponte-aérea, procuro dar uma passadinha por este point de escritores da nova geração. O local realmente é uma mercearia, só que ao invés de cereais, frutas ou sabão em pó, o que se pede ali, além dos comes e bebes, são livros, cds e dvds. Ao contrário de samba chato, na noite fria da última sexta-feira, ouvia-se Billy Hollyday. O atendimento é ótimo - principalmente do Mário, o simpático dono - e os preços também não ferem o orçamento. A localização é que meio chata. Mesmo pra quem vai de táxi, deve-se levar um mapinha, pois 80% dos motoristas não conhecem o local e nem mesmo a rua. Pra voltar é ainda pior, já que trata-se de uma área muito residencial e poucos taxistas se aventuram por lá.<br />Mas, sem dúvidas, vale a pena o sacrifício. </div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-22444302528329679622008-05-05T07:11:00.001-03:002008-05-05T07:13:43.460-03:00Enfim, o outono<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmrdAE_UjI/AAAAAAAAA3s/0DnJqbLRlWw/s1600-h/9788560280209_grande.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195372159874060850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmrdAE_UjI/AAAAAAAAA3s/0DnJqbLRlWw/s400/9788560280209_grande.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br />E com ele, chega a vontade de ler um bom livro. Há época melhor para se atracar com um bom romance policial, enquanto o frio e/ou a chuva rolam lá fora? </div><br /><br /><br /><div align="justify">Pois as editoras sabem disso e nesse outono estão caprichando. A Ojetiva principalmente, pois botou no mercado vários títulos top de linha. Vou citar dois para quem quer ficar antenado com o que de melhor está se escrevendo na literatura policial no exterior.</div><br /><br /><br /><div align="justify">Echo Park, de Michael Connelly, foi lançado em 2006 carregado de elogios da imprensa internacional. Aliás, Connelly é o escritor policial mais cultuado nos EUA no momento. </div><br /><br /><div align="justify">A história gira em torno do drama de consciência do agente veterano Harry Bosch, que cometeu um vacilo no passado e deixou de prender um homem que tudo leva a crer ser o responsável pelo desaparecimento de uma jovem e por vários assassinatos brutais. Torturado pelo remorso, Boshc sente a obrigação moral de colocar o psicopata atrás das grades e aí é que o bicho pega.</div><br /><div align="justify">Eleito pelo Los Angeles Times o melhor romance policial de 2006, Echo Park é suspense psicológico da melhor qualidade, além de ser moderno e não errar na dose da ação. Recomendadíssimo.<br /><br /></div><br /><a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmqnAE_UiI/AAAAAAAAA3k/kv6Djm-526I/s1600-h/9788560280155_grande.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195371232161124898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmqnAE_UiI/AAAAAAAAA3k/kv6Djm-526I/s400/9788560280155_grande.jpg" border="0" /></a> Morte em Dark Harbor conta a história do agente Stone Barrington, que é o protagonistas das histórias de Stuart Woods. Neste caso, o herói do escritor se vê obrigado a investigar um familiar: seu primo Richard mata a mulher e a filha. Por que um dedicado pai-de-família de classe média faria tal atrocidade? E o romance prova que investigar um crime em família pode ser muito mais dramático e perigoso.<br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195512931722154578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBorfAE_UlI/AAAAAAAAA38/9BAIA3-j_5o/s400/foto%2520valdini%2520preso.jpg" border="0" /><br /><br />Agora, se você quiser ler um autor nacional de ótima qualidade, leia <strong>Doutor Valdini</strong>, um conto policial deste metido à besta que vos escreve e que acabou de ser publicado <a href="http://www.becodocrime.net/conto%20policial%20misterio%20suspense%20doutor%20valdini.html" target="'_blank'">aqui</a>.Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-38483611697576436042008-05-02T07:14:00.001-03:002008-05-02T07:15:52.872-03:00Sem comentários<div align="center"><a href="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmpGwE_UhI/AAAAAAAAA3c/fGTYhVixeH8/s1600-h/magicimage.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195369578598715922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmpGwE_UhI/AAAAAAAAA3c/fGTYhVixeH8/s400/magicimage.jpg" border="0" /></a><br />"Só tiro a minha burka pra quem eu quero, certo?"<br /><br /><br /></div><br /><div align="justify">Que sou apaixonado por fotografia não é novidade para quem freqüenta este blog. Pois lá no <a href="http://favoritos.wordpress.com/" target="'_blank'">Favoritos da Luiza Voll</a>, eu peguei o site que tem os ganhadores do Mastercup de fotografias, que pelo segundo ano consecutivo seleciona trabalhos de fotógrafos de todo o mundo. A garota iraniana acima é o da alemã Ulla Kimmig. Mas há muitas outras...</div><br /><div align="center"><a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmodAE_UgI/AAAAAAAAA3U/ccCmN12GR0c/s1600-h/magicimage3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195368861339177474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmodAE_UgI/AAAAAAAAA3U/ccCmN12GR0c/s400/magicimage3.jpg" border="0" /></a><br />...como a do menino africano, que parece saído da fábula de Narciso...<br /><br /><br /><br /><a href="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmn6gE_UfI/AAAAAAAAA3M/X-m2AURy-VE/s1600-h/magicimage1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195368268633690610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SBmn6gE_UfI/AAAAAAAAA3M/X-m2AURy-VE/s400/magicimage1.jpg" border="0" /></a><br />...ou esta indigesta e curiosa de Jo Hanley, da Grã Bretanha. Quer mais? Mergulhe <a href="http://www.worldphotographicarts.com/gallery/colorawards/2nd_annual/masterscup/nominations.php?x=p&amp;cid=9" target="'_blank'">aqui</a>. Mas prepare o coração, pois ao lado das engraçadas e bonitinhas, há aquelas que...você sabe. </div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-88139090676885000572008-04-27T11:33:00.001-03:002008-04-27T19:23:52.313-03:00E tenho dito!<div align="justify"><br /><br /></div><div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SA36vwE_UXI/AAAAAAAAA2Q/sdcD04kHhPc/s1600-h/IMG_1570.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192081643694674290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SA36vwE_UXI/AAAAAAAAA2Q/sdcD04kHhPc/s400/IMG_1570.jpg" border="0" /></a> "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico".</div><div align="justify"><br /></div><div align="justify">A história você já deve ter ouvido láááááá no primário. Mas foi de uma dessas sacadas que o imperador Dom Pedro I, falou para a muldidão que lotava a praça, que não voltaria para Portugal, contrariando as ordens da côrte. A matriz o queria de volta porque tinha interesse em manter nosso país apenas como mais uma colônia. Pois o nosso bravo imperador, contrariando a todos, não só ficou, como abriu caminho para a posterior independência, meses mais tarde.</div><div align="justify"> </div><div align="justify"><br /></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192084027401523602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SA386gE_UZI/AAAAAAAAA2c/gDwW2Bkl0aA/s400/IMG_1571.jpg" border="0" /><br />O Dia do Fico foi 9 de janeiro de 1822 e o Paço Imperial continua aí, lindo. Após décadas de abandono, ele foi completamente restaurado pelo, então, presidente, José Sarney, no final dos anos 80. Hoje é uma das atrações turísticas mais visitadas no Centro do Rio. Conta com um cinema, locais para exposição, livraria, café e animados bares, onde ocorrem animados happy-hours. Na Praça Quinze, ao lado, caminho para quem vai pegar a barca para Niterói, costuma rolar shows de MPB. Os cariocas gostam...<br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192085479100469666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SA3-PAE_UaI/AAAAAAAAA2k/d-AuTCSs4CQ/s400/IMG_1569.jpg" border="0" /><br /><div align="center">...e os turistas também. Ainda mais porque bem ao lado está...<br /><br /></div><p align="center"></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192093214336569826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SA4FRQE_UeI/AAAAAAAAA3E/N1_WYl_1i1U/s400/IMG_1567.jpg" border="0" /> <p align="justify"><br />...o Arco dos Teles, com suas ruas centenárias, com ar daqueles becos do centro histórico de Londres. É uma das áreas mais interessantes da cidade. Também ficou durante anos abandonado, até que ganhou fôlego com o aparecimento de vários restaurantes, bares, botequins de grife, livrarias e locais voltados para a cultura e as artes. O Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro Cultural dos Correios e a Casa França-Brasil, por exemplo. Ali, os happy hours são disputados à tapa.<br /></p><p></p><p></p><p></p><p></p><p></p><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192086007381447090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SA3-twE_UbI/AAAAAAAAA2s/J0iJQncq80E/s400/IMG_1566.jpg" border="0" /></p><br />Essas fotos foram tiradas no feriadão do dia 21 de abril, quando o Centro estava um cemitério. Eu estava de bobeira e fui dar umas pedaladas por esta região da qual gosto muito. Aliás, ninguém deveria passar por essa existência sem pedalar, pelo menos uma vez, pelo Centro do Rio num feriado. É uma experiência inesquecível.<br /><br /><p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192088193519800770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SA4AtAE_UcI/AAAAAAAAA20/bPR-A5TDpKQ/s400/IMG_1565.jpg" border="0" /></p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192090422607827410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/SA4CuwE_UdI/AAAAAAAAA28/ajIUM0VXH9g/s400/IMG_1564.jpg" border="0" />Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-25676803125668654472008-04-19T10:55:00.003-03:002008-04-27T19:16:24.164-03:00Menos um ovo para fritar (Músicas que podem lhe ser úteis - Parte VI)<a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R_eSL2GPFtI/AAAAAAAAA1w/QnFYkNAsmfE/s1600-h/2213886745_523292c199.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185774228138301138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R_eSL2GPFtI/AAAAAAAAA1w/QnFYkNAsmfE/s400/2213886745_523292c199.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><div></div>O capítulo <strong><em>Músicas que podem lhe ser úteis</em></strong> dessa vez é diferente e em dose dupla.<br /><br /><br /><br /><br /><br />Isso porque acabei de saber da separação de um casal amigo. E sempre fico triste quando vejo um casal dizer adeus. Principalmente quando há crianças.<br /><br /><br /><br /><br /><br />Já passei por isso e sei o quanto dói.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185783930469422818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R_ebAmGPFuI/AAAAAAAAA14/thGn0iVFsVg/s400/Chico+Buarque+-+1978.jpg" border="0" /><br /><br /><div align="center">Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Não me valeu</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">O resto é seu</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Trocando em miúdos, pode guardar</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">As sobras de tudo que chamam lar</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">As sombras de tudo que fomos nós</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">As marcas de amor nos nossos lençóis</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">As nossas melhores lembranças</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Aquela esperança de tudo se ajeitar</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Pode esquecer</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Aquela aliança, você pode empenhar</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Ou derreter</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Mas devo dizer que não vou lhe dar</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">O enorme prazer de me ver chorar</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Meu peito tão dilacerado</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Aliás</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Aceite uma ajuda do seu futuro amor</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Pro aluguel</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Devolva o Neruda que você me tomou</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">E nunca leu</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Eu bato o portão sem fazer alarde</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Eu levo a carteira de identidade</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">Uma saideira, muita saudade</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">E a leve impressão de que já vou tarde.</div><br /><br /><div align="justify">A primeira música faz parte do famosíssimo disco <strong><em>Chico Buarque</em></strong>, lançado em fins de 1978. Além dela está <strong><em>Apesar de Você</em></strong>, que desde 1970 estava proibida pela Censura Federal. </div><br /><br /><div align="justify">Um ano antes, o divórcio havia sido aprovado no Brasil, após décadas de debates entre o governo, a Igreja e a classe política. O argumento dos religiosos era o de que o divórcio provocaria uma espécie de swing, com todos trocando de parceiros após a primeira briga. "Será a desestruturação da família brasileira", diziam. Realmente a família brasileira, hoje, anda bem desestruturada, mas definitivamente não é por causa do divórcio. </div><br /><br /><div align="justify">Na verdade, o divóricio veio acabar com a hipocrisia de uma aberração jurídica, que obrigava os casais a permanecerem juntos, mesmo estando infelizes.</div><br /><br /><div align="justify">O que houve com a aprovação do divórcio foi uma enxurrada de separações, dado à imensa demanda reprimida. É o que o Chico e o seu parceiro Francis Hime parecem retratar nessa música é o que ele via acontecer a sua volta. Naqueles dias, todo dia a gente tinha a notícia de um casal se separando.</div><br /><br /><div align="justify"><strong><em>Trocando em miúdos</em></strong> fala do momento da partida e em se tratando de Chico Buarque, a coisa é tratada com precisão, humor, beleza e emoção. Acho incrível quando alguém me diz que Chico é um artista da elite. Que nada! Suas músicas falam de forma tão clara que tanto um trabalhador braçal da Baixada Fluminense, quanto um casal classe média de Ipanema, irão se identificar e se emocionar. Tá certo que o casal da Baixada nunca tenha ouvido falar em <strong>Pablo Neruda</strong>; nem o da Vieira Souto não tenha noção do que seja uma ajuda para o aluguel. Mas a emoção será a mesma, porque toda a separação é dolorosa, em qualquer lugar do mundo.</div><br /><div align="justify">E talvez, para Chico a parte mais dolorosa da separação seja a hora da partida.</div><br /><div align="justify">Mas para mim é ou foi a hora em que se percebe que se tem um ovo a menos para fritar.</div><br /><div align="justify">E aí entra a segunda música.<br /><br /></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185793241958520562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R_ejemGPFvI/AAAAAAAAA2A/DWfRMcA8bLQ/s400/Burt+Bacharach+Classics.jpg" border="0" /><br /><div align="center">One less bell to answer</div><br /><div align="center">One less egg to fry</div><br /><div align="center">One less man to pick up after</div><br /><div align="center">I should be happy</div><br /><div align="center">But all I do is cry</div><br /><div align="center">(Cry, cry, no more laughter) </div><br /><div align="center">I should be happy</div><br /><div align="center">(Oh, why did he go)</div><br /><div align="center">Since he left my life's so empty</div><br /><div align="center">Though I try to forget it just can't be done</div><br /><div align="center">Each time the doorbell rings I still run</div><br /><div align="center">I don't know how in the world</div><br /><div align="center">To stop thinking of him</div><br /><div align="center">'Cause I still love him so</div><br /><div align="center">I spend each day the way I start out</div><br /><div align="center">Crying my heart out</div><br /><div align="center">One less man to pick up after</div><br /><div align="center">No more laughter, no more love</div><br /><div align="center">Since he went away (he went away)</div><br /><div align="center">(One less bell to answer) Why did he leave me</div><br /><div align="center">(Why, why, why did he leave)</div><br /><div align="center">(One less bell to answer) Now I've got one less egg to fry</div><br /><div align="center">One less egg to fry</div><br /><div align="center">(Why, why, why did he leave) And all I do is cry</div><br /><div align="center">(One less bell to answer) Because a man told me goodbye</div><br /><div align="center">(Why, why, why did he leave)</div><br /><div align="center">(One less bell to answer) Somebody tell me please</div><br /><div align="center">Where did he go, why did he go</div><br /><div align="center">(Why, why, why did he leave) How could he leave me<br /><br /><strong><em></em></strong></div><br /><div align="justify"><strong><em>One less bell to answer</em></strong> foi composta por <strong>Burt Bacharach</strong> e seu parceiro <strong>Hal Davies</strong> na virada das décadas 60/70, quando toda aquela revolução de costumes da época fez muitos casais discutirem suas relações e houve uma onda de divórcios nos EUA. Ela trata do dia seguinte à separação de fato, quando você acorda e se dá conta que dará um bom dia a menos. Quando você vai arrumar a cama e percebe que haverá um travesseiro a menos para guardar, no banheiro há uma escova de dentes a menos e na mesa do café haverá um ovo a menos. E mesmo que a separação tenha sido para o seu bem, como foi o meu caso, sempre haverá a dúvida, sempre haverá a surpresa, sempre haverá a saudade, afinal foram tantos anos!</div>É como uma tortura. Durante dias, a vida vai lhe dando pequenas alfinetadas. Uma música que toca no rádio, uma fotografia, um filme na tv, um objeto que foi lhe dado de presente pela(o) dita(o) cuja(o). Enfim, para uns essa tortura dura algumas semanas; para outros, pode durar anos. De qualquer forma, será uma eternidade.<br />É sobre essa tortura que Bacharach e Davies estão falando, com uma simplicidade - e ao mesmo tempo com uma beleza - que tanto o casal classe média de Manhattans, quanto os caipiras do Missouri irão entender. Só os gênios conseguem isso.<br />Aliás, não sei por que ainda me surpreendo com o Chico e com o Burt. Deles só se pode esperar mesmo isso.<br />De qualquer forma, se você estiver passando por uma separação, seja por qual motivo for, talvez essas músicas tornem a tortura um pouco menos dolorosa.Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-37595283960887205392008-04-09T18:07:00.003-03:002008-04-19T08:28:05.749-03:00Nóia<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R_aZA2GPFrI/AAAAAAAAA1g/siBNpDqyyxo/s1600-h/2098992458_4bc35efa50.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185500260764423858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R_aZA2GPFrI/AAAAAAAAA1g/siBNpDqyyxo/s400/2098992458_4bc35efa50.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><div align="justify">Quem freqüenta este blog sabe o quanto gosto de música. E quando a música é boa eu gosto de de assoviar.</div><br /><br />Em primeiro lugar, eu quero ir para o céu e tenho pena das pobres almas ao meu redor, por isso não ouso cantar. Em segundo lugar, assoviar faz bem a minha alma, me enche de alegria e espalha alegria no ar. É o tipo de coisa que me faz bem e parece contagiar todos ao redor, com a exceção dos invejosos, é claro.<br /><br /><br />Pois, outro dia, uma amiga veio me dizer:<br /><br /><br />"Você não devia fazer isso. O ato de assoviar faz sua pele esticar para a frente, acentuando o envelhecimento."<br /><br /><br />A conscientização que os seres humanos têm hoje em relação à saúde e à estética é, na minha opinião, uma coisa sensacional. Mas quando a coisa começa a ir para os lados do exagero, o efeito é inverso.<br /><br />Já falei aqui sobre uma colega de trabalho que adorava correr na praia e parou porque lhe disseram que "correr envelhece". Já estou cansado de ouvir gente dizer que não vai à praia para que o sol não estrague sua pele. Outro dia, eu estava em uma dessas comemorações que só acontecem uma vez na vida e outra na morte e alguém disse que não participaria do brinde porque alcóol faz mal à saúde. Achei, no mínimo, ridículo, já que não existem estudos científicos comprovando que uma taça de espumante tenha arruinado a saúde de alguém. </div><br /><br /><div align="justify">Mas isso não foi nada comparado à cena que presenciei numa festa, meses atrás. Eu estava num grupinho muito animado e alguém contou uma piada sobre política que fez todo mundo explodir em gargalhadas. De repente, a mulher de um dos convidados mandou essa: "Ai, vou me afastar deste grupo. Vocês vão me fazer ficar com rugas ao redor dos olhos de tanto rir."<br /><br />Estiquei a minha gargalhada. Deixar de rir para não ficar com rugas! Fala sério! Só interrompi o meu riso quando percebi que a perua estava realmente falando sério. No mínimo, patético.<br />Acho que as pessoas devem procurar ter boa saúde e uma boa aparência para serem felizes. E não existe felicidade sem prazer. Devemos procurar fazer só o que nos traz prazer. Se isso faz mal à saúde, então, fazemos com moderação. Mas sem prazer não vale a pena permanecer neste mundo.<br />Talvez isso explique porque as pessoas estejam vivendo mais e mais bonitas, mas o consumo de anti-depressivo, barbituricos, soníferos, calmantes, bebidas alcóolicas e outras drogas está tão alto. Talvez isso explique porque os analistas estão ganhando tanto dinheiro.<br />Eu? Abrir mão do meu prazer só para não envelhecer? Tô fora!</div><br /><br /><div align="justify">Me deixa ficar velhinho assoviando, porra!</div><br /><br /><div align="justify"></div>* Ah, e quanto à música? É o clássico do jazz, <em><strong>Blusette</strong></em>, com o graaaaaande Quincy Jones.<br /><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify"><br /></div><br /><br /><div align="justify"></div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-51226679182974053012008-04-05T07:14:00.004-03:002008-04-05T10:54:02.399-03:00A rua tem vida<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R_dTZmGPFsI/AAAAAAAAA1o/ug_01C54Vu4/s1600-h/Joaodorio.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185705195128952514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R_dTZmGPFsI/AAAAAAAAA1o/ug_01C54Vu4/s400/Joaodorio.jpg" border="0" /></a> Quando não estou circulando de bike, estou de carro, metrô, táxi ou ônibus. Outro dia, choveu no Rio. Não dava para usar a bike e decidi ir até o Largo do Machado, há uns dois quilômetros de onde moro, caminhando. E fiquei bobo com certas mudanças que haviam ocorrido no meu bairro e eu nem havia me dado conta. Aproveitei também para botar em prática um hábito que costumava ter no passado e que foi assassinado à queima-roupa pela falta de tempo: caminhar e observar a vida nas ruas.</div><br /><div align="justify">Pois o título deste post foi tirado de uma frase do <strong><em>A Alma Encantadora das Ruas</em></strong>, do jornalista e escritor <strong>Paulo Barreto</strong>, mais conhecido como <strong>João do Rio</strong>. Já falei sobre esse livro - lançado no início do século passado - aqui, mas é que a Companhia das Letras o está relançando numa edição de bolso e o site <strong>Domínio Público</strong>, o disponibilizou para download.<br /></div><br /><div align="justify">O livro é sobre as ruas do Rio, mas poderia ser sobre as de Bancoc, Tóquio, Moscou, Buenos Aires, Roma, Miami ou Nova Iorque. Em todas as cidades há ruas que merecem ser observadas. Como escreveu o magnífico João, há ruas gentis, há ruas trágicas, há ruas pacatas, há ruas depravadas, há ruas imorais. No seu bairro mesmo deve haver alguma rua carente, carecendo de sua atenção. </div><br /><div align="justify">A correria desses nossos dias transformaram as ruas apenas em lougradouros públicos pelos quais passamos com pressa. Vou tentar dedicar algumas horas por semana para fazer como o bom e eterno <strong>Paulo Barreto</strong> e <em>flanar</em> por aí. Com uma vantagem: o pobre <em><strong>João do Rio</strong></em> não tinha uma máquina digital para registrar tudo.</div><br /><div align="justify">Quer baixar o <strong><em>A Alma</em></strong>...?, mergulhe <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=2051" target="'_blank'">aqui</a>.</div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-30389450725792402552008-03-30T08:54:00.005-03:002008-03-30T14:28:09.684-03:00Línguas<div align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R--RH2GPFqI/AAAAAAAAA1Y/i2t9EUU1-to/s1600-h/2045952119_984020ce1d.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183521260093511330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R--RH2GPFqI/AAAAAAAAA1Y/i2t9EUU1-to/s400/2045952119_984020ce1d.jpg" border="0" /></a><br />Este post nasceu de uma conversa que tive recentemente.</div><div align="justify">Outro dia, fui almoçar com uma amiga, que trabalha na seleção de recursos humanos de uma empresa,digamos, top de linha. O assunto não foi necessariamente sobre, mas falamos muito sobre nossos trabalhos.</div><div align="justify">Ela me disse estar selecionando apenas candidatos jovens e que sejam fluentes em, no mínimo, três idiomas, sendo o inglês, obrigatoriamente, um deles. </div><div align="justify">Voltei pra casa tentando não deixar a auto-estima cair, já que só falo dois idiomas e estou prestes a completar quarenta e nove verões.</div><div align="justify">Na verdade, as grandes empresas atualmente não estão mais selecionando e, sim, excluindo. A competição é cruel, os empregos se transformam em objetos cada vez mais raros e o número de candidatos aumentam a cada dia. Por isso, as exigências tendem mesmo a crescer.<br />Saber falar um idioma - além de falar bem a sua própria língua - é um dever de todos os que querem sobreviver no mercado. De preferência o inglês.</div><div align="justify">Mas existe uma outra língua que acho fundamental. </div><div align="justify">E acabei me recordando de um fato que me ocorreu há muitos anos, mais precisamente na noite de sexta-feira, 19 de abril de 1991.</div><div align="justify">Um dos maiores amigos que tive na vida era um cara chamado Alberto. Gente da melhor qualidade. Costumávamos nos encontrar para o happy hours animadíssimas, mas não muito longos, porque o Alberto era o que se chama hoje de workaholic.</div><div align="justify">Pior do que o Alberto era o Francisco, outro amigo nosso. Nunca tinha hora para sair do trabalho, levava serviço pra casa e nunca tinha tempo para um chope. Falávamos somente por telefone.</div><div align="justify">Por isso, naquela noite achei um milagre dos céus quando o Chico aceitou o convite para sair conosco. </div><div align="justify">Fomos para um bar no Centro e ficamos horas bebendo e dando muitas risadas. Betão e Chico estavam surpreendentemente relaxados e não olharam para o relógio em nem um momento. </div><div align="justify">Estranhamente, quando chegou lá pela uma e meia da manhã, falei que iria embora. O sábado seria de sol no Rio e eu queria pegar uma praia. Quando deixamos o bar, mais um milagre: a mulher do Chico havia acabado de chegar da europa e ele insistiu para que fôssemos a sua casa ver as fotos e conversar mais. E aconteceu outro milagre: o Alberto quis ir. E eu, o mais light dos três falei que precisava ir dormir, numa total inversão de papéis. </div><div align="justify">Nesse caso, o Alberto decidiu voltar comigo. Estávamos sem carro e ficamos procurando táxi. o Centro do Rio era mais deserto naquela época e os táxis não apareciam. Sugeri que fôssemos para a Rio Branco, onde as chances de encontrar um amarelinho seriam maiores. O Alberto insistiu em ficar parado num ponto, a espera de um ônibus.</div><div align="justify">"Relaxa, cara! Vamos ficar aqui botando a conversa em dia."</div><div align="justify">Eu não reconhecia o Alberto naquela noite.</div><div align="justify">E quando, dias depois, o Chico me ligou para dar a notícia da morte do nosso grande amigo, num trágico acidente de carro, a primeira coisa que veio a minha mente foi o seu estranho comportamento naquela noite. E a ficha caiu: era a vida, com o seu idioma muito sutil, me pedindo para que eu aproveitasse aquela que seria a última noite em sua companhia.</div><div align="justify">As empresas já há algum tempo descobriram que a intuição pode ser um instrumento valioso na guerra do mercado. Não é a toa que as mulheres estão ocupando cada vez mais cargos executivos. Mas parece que, ao contratarem, ainda não estão levando muito em conta as noções deste idioma, que é o mais difícil de todos e só se adquire com a experiência. Experiência essa que eu não tinha naquela noite de sexta-feira, 19/04/91.</div><div align="justify">É lógico que ainda não há um teste para se apurar a capacidade intuitiva do candidato, mas acredito que alguém com mais de quarenta tenha mais intimidade com essa linguagem tão pouco conhecida e que nenhum cursinho ensina. </div><div align="justify">E do alto dos meus quarenta e nove anos, tenho dito.</div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-1140319933926865452008-03-25T12:04:00.005-03:002008-03-30T14:26:32.248-03:00Bossa Nova, essa divina cinqüentona<div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R-UktmGPFpI/AAAAAAAAA1Q/rWqAPNrSlD8/s1600-h/João+Gilberto+-+Chega+de+Saudade.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180587312099038866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R-UktmGPFpI/AAAAAAAAA1Q/rWqAPNrSlD8/s400/Jo%C3%A3o+Gilberto+-+Chega+de+Saudade.jpg" border="0" /></a> Jõao Gilberto não tinha onde cair morto quando veio da Bahia para o Rio. Era tão duro que no dia em que foi tirar a capa para este disco histórico, sua camisa era tão surrada, que alguém teve que lhe emprestar este pullover. Um detalhe: era um dia de quarenta graus no Rio. Talvez isso explique o seu ar mais para cantor de fossa do que pra bossa. </div><br /><br /><div align="justify">Mas após o lançamento, o João Ninguém virou <strong>João Gilberto</strong>, um dos embaixadores da Bossa Nova.</div><br /><br /><br /><div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R-UgamGPFoI/AAAAAAAAA1I/KPvjab6duOE/s1600-h/Elizete+Cardoso+-+A+Cancao+do+Amor+Demais.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180582587635013250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R-UgamGPFoI/AAAAAAAAA1I/KPvjab6duOE/s400/Elizete+Cardoso+-+A+Cancao+do+Amor+Demais.jpg" border="0" /></a>Isso tudo aconteceu em 1959, mas <strong>Chega de Saudade, </strong>a faixa título do primeiro trabalho de João Gilberto, já havia sido gravada no ano anterior, pela Elizeth-Divina-Cardoso, no seu antológico <strong>Canção do Amor Demais</strong>. Por isso a música brasileira está comemorando as cinqüenta primaveras desse que é o mais cariocas dos estilos musicais. </div><br /><div align="justify">Sim, porque o samba tem raízes muito longe do Rio. Enquanto a Bossa - que é um derivado do samba -, nasceu nas enormes salas de confortáveis apartamentos da zona sul. </div><br /><div align="justify">Durante muito tempo foi acusada de ser uma música elitista. Talvez, mas o bem que ela fez a nossa MPB vai muito mais além, na minha humilde opinião de blogueiro, da noite de gala no Carnegie Hall, em 1962, quando Tom Jobin, Luiz Bonfá, Carlos Lyra e João Gilberto - já podendo usar um black-tie - cantaram a música surgida anos antes em Ipanema, para delírio de uma platéia endinheirada, levando nossa bossa para o resto do mundo. E nem quando, pouco depois, Frank Sinatra gravou <em><strong>Girl from Ipanema</strong></em>.</div><br /><p>Para mim, o grande bem que a bossa nos fez, foi ter ajudado a legitimar o samba, esse ritmo que até então era visto pela classe média como coisa de vagabundo, favelado e gentinha. </p><br /><p>Na verdade, a bossa deu o pontapé inicial, pois, no início, ainda ficou aquela coisa de que "samba do morro não tem qualidade, mas feito em Ipanema tem." Isso até que um cara chamado Jorge Ben, junto com a sua geração (Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Clara Nunes, Alcione, etc) viesse fazer a classe média mudar os seus conceitos. Mas isso é assunto para outro post.<br />Por enquanto, quero só bater palmas para essa cinqüentona sarada e vitaminada, que mora no coração dos cariocas e é quase um hino desta cidade.</p>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-26805021230168186612008-03-19T15:42:00.001-03:002008-03-19T15:42:53.557-03:00Teu passado condena<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/XA4oMSZ4nXk' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/XA4oMSZ4nXk'/></object></p><p>Daqui a alguns meses haverá eleição lá na matriz.<br />Todos torcem para que os democratas dêem uma surra nos republicanos e coloquem Bush e suas Condolessas para correr.<br />E certamente, durante os próximos meses de campanha democrática, certamente artistas pop e hollywoodianos deverão aparecer ao lado do futuro candidato. <br />Nem sempre foi assim. Os artistas vinham tendo uma participação discreta nas campanhas eleitorais, salvo um ou outro caso isolado. Até que em 1972, uma batalhão de astros pop, liderados por John Lennon, decidiu unir forças para tentar levar o maior número possível de jovens às urnas, para desbancar Nixon. James Taylor e sua mulher Carly Simon, Stevie Wonder, Dionne Warwick, Carole King, entre outros, subiram no palco para cantar ao lado do rival de Nixon, George McGovern.<br />Foi a primeira vez que a música pop foi usada em grande escala na campanha presidencial. A própria filha do candidato democrata, Maureen McGovern, fez sucesso com um compacto com a canção The Morning After, usada também na campanha. <br />Infelizmente tudo isso foi em vão e Nixon ficaria na Casa Branca até renunciar em agosto de 1974. Mas a partir daquele ano virou moda se recorrer ao apoio de astros pop. Em 1976, por exemplo, a banda The Allman Brothers Band chegou a permitir que Jimmy Carter usasse seus sucessos.<br />E hoje ninguém mais se espanta ao ver determinado artista demonstrar seu apoio a determinado candidato.<br />Tina Turner, democrata de carteirinha, deve ser uma que irá lutar a favor de Osama ou Hillary. Deverá aparecer como a avó sessentona que é, experiente, que já viveu muito e que, por isso, sabe o que é melhor para o país, etc...<br />Mas assistindo a esse vídeo de sua apresentação, ao lado do seu já falecido marido, Ike Turner, ao abrir o show dos Rolling Stones, no Madison Square Garden, Nova Iorque, novembro de 1969, mostra que sabe mesmo muitas outras coisas.<br /></p></div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-48089923889893689522008-03-17T12:42:00.001-03:002008-03-17T08:43:11.878-03:00Miséria Humana<a href="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R7mo3QfHmJI/AAAAAAAAAzg/NpUB5uGN0tI/s1600-h/Pensiero.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168347714656114834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R7mo3QfHmJI/AAAAAAAAAzg/NpUB5uGN0tI/s400/Pensiero.jpg" border="0" /></a><br /><br /><strong>"Enquanto a ambulância corria pela noite, a minha mente era ocupada pelas lembranças da Rainha Nava e de como era gostoso fazer amor com as cigarras.<br /><br />Ao meu lado, deitada sobre a maca, estava Norma Rodrigues, ofegante e abatida. A ambulância corria para salvá-la. Eles tinham pouco tempo para fazer o que não consegui nos últimos trinta anos.<br />Havia também uma enfermeira. Mulata, gorda e de uma calma arrepiante. Uma calma que devia ter-lhe custado muito caro. Ela parecia ser uma mulher trágica. E isso não tinha nada a ver com a sua profissão. Apesar da pouca idade, as situações de drama e desespero deviam ter vindo como ondas em sua vida.<br />Norma transpirava um suor frio. Parecia um refrigerante tirado do refrigerador. Com o meu lenço, enxuguei a sua testa. Muito lenta, ela virou-se para mim. Os olhos semi-abertos. Até onde iria o seu sofrimento? Onde começaria o seu exagero? Era a sua maneira de dividir a dor comigo. Uma divisão injusta. Eu sempre ficava com a maior parte."<br /></strong><br /><br /><br />Trecho inicial do meu conto <strong>A Solidão da Rainha Nava</strong>, do <strong>Crimes e Perversões</strong>.<br /><br />Foram todas as quatro edições vendidas. Como, à princípio, não haverá mais edições, se alguém ainda estiver a fim, entre em contato. Dependendo do número de interessados, haverá edição extra.<br /><br />Quero agradecer de coração a todos os que compraram. Muito obrigado pela força.<br /><br />Agradeço também aos que não compraram e que tiveram que aturar o merchandising aqui, nos últimos meses.Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-62075280234064299782008-03-14T17:21:00.002-03:002008-03-13T19:07:10.877-03:00Falou e disse<a href="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R9mO-Tr0eAI/AAAAAAAAA1A/uAgP1cj5uxQ/s1600-h/884576.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177326447726196738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R9mO-Tr0eAI/AAAAAAAAA1A/uAgP1cj5uxQ/s400/884576.jpg" border="0" /></a><br /><div align="center"><span style="font-size:130%;">"As únicas prostitutas que conheço são os lobistas."</span></div><div></div><div>Palavras de <strong>David Alexander Paterson</strong>, o primeiro negro a governar o estado de Nova Iorque, ao tomar posse, referindo-se ao escândalo que derrubou seu atecessor, <strong>Eliot Spitzer</strong>, envolvido com uma rede de prostituição.</div><div></div><div>Paterson teria o meu voto. Não por ele ter dado uma de bom moço. Pelo contrário. Foi por ele admitir, pelo menos, ter contato com lobistas. Enquanto a maioria dos políticos brasileiros agem como coroinhas de igrejas.</div>Julio Cesar Corrêahttp://www.blogger.com/profile/07161659783412776908noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14879780.post-82316117438364757802008-03-09T19:10:00.010-03:002008-03-13T19:13:04.949-03:00Músicas que podem lhe ser úteis - Parte V<a href="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R7ylwwfHmKI/AAAAAAAAAzo/AIWx2Z3QdGM/s1600-h/154796704_df3b0d2826.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169188729382213794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_dymgzlJjcwA/R7ylwwfHmKI/AAAAAAAAAzo/AIWx2Z3QdGM/s400/154796704_df3b0d2826.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><div align="justify">Tenho um primo, que há coisa de um mês atrás tirou a sorte grande: foi chamado para ser fiscal de rendas. Salário de mais de 10 mil, vantagens, vai trabalhar perto de casa e poderá fazer seu próprio horário.</div><br /><br /><br /><div align="justify">Saímos para comemorar e ele me expôs um dilema, o qual mais da metade dos brasileiros gostaria de estar enfrentando: o que fazer para ser demitido e pegar a idenização?</div><br />Sugeri que ele aparecesse no dia seguinte bem barbado, olhar de roqueiro dos anos 60, cabelo desalinhado, roupa nojenta de quem saiu de casa apressado. Se possível, que nem lavasse o rosto.<br /><br />Daí, diante do chefe...<br /><br />"Espero que o senhor tenha um bom motivo para esse seu atraso."<br /><br />...ele sacaria de uma caixinha de fósforo e, esbanjano cinismo, levaria...<br /><br /><br /><br /><div align="center">Eu faço samba e amor até mais tarde</div><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div align="center">E tenho muito sono