Quarta-feira, Outubro 12, 2011

Midtown II

Não muito longe do Bryant Park, na altura da 23th St., está o Gramercy Park. Que é um parque privativo.

Cercado de prédios elegantes, o jardim dá a Nova Iorque um ar meio parisiense. Um endereço nobre para a alta classe média.

O simpático jardim é cercado e só tem acesso quem mora na região. Você compra um imóvel e recebe a chave. Mais  exclusivo, impossível. Quase não se vê turistas por ali. Mas aos que se aventuram, como eu, só resta olhar através das grades. Conheço gente que deu a sorte de conseguir que um morador lhe deixasse entrar. Eu nunca consegui.
A entrada deste prédio em frente ao Gramercy, dá uma ideia de como devem ser os apartamentos. A maioria dos moradores da área são de meia idade ou idosos. Pessoas que conseguiram dinheiro há muito tempo. As novas gerações de endinheirados não valorizam esse requinte. De qualquer forma, no Gramercy Park é onde Nova Iorque é mais européia e chique.
Descendo mais um pouco a Quinta Avenida, chegamos ao Madison Park, um jardim com cara de pracinha de bairro, em pleno Centro da maior cidade do planeta. É gostoso ir ali pela manhã ver o batalhão de babás dividindo espaço com trabalhadores comendo sanduíches nos bancos.
O Madison e seus arredores são muito bem cuidados.
Nas redondezas existem alguns restaurantes charmosos, que lotam na hora do almoço ou no happy hour.

Vendo o povo tão relaxado assim, ao lado da enorme escultura do artista plástico Jaume Plensa (que ficou lá até agosto último), é difícil acreditar que estamos no coração de Nova Iorque.
Descendo mais ainda, caimos na Union Square. O Flatiron fica bem ali.

É o paraíso dos ecologistas e naturebas. Onde mais você encontra bife verde?


Mas do outro lado, fica, debochadamente, a Eataly, lugar para se comer bem pratos e comprar produtos italianos. Imperdível. Eles tem ótimos vinhos, bombons, doces e queijos. Tudo bem engordativo. É tão bom, que os pais abandonaram essa pobre criança na porta e foram cair na farra gastronômica. 
A estação da rua 14, na Union, é uma das maiores da cidade e vc pode pegar ali o trem para o Williamburg, a parte descolada do Brooklyn. Mas isso é assunto para outro post.
De qualquer forma, vale a pena se reservar uma manhã ou tarde para bater perna por Midtown.

E descobrir algumas das peculiaridades de Nova Iorque. Como uma estátua em metal de Andy Warhol, próximo à Union Square.
Ou entrar em uma loja e deparar com manequins afrodescendentes. Será que há uma lei que obriga o comércio a colocá-los?


Levar um susto, pensando estar na Guatemala ou no México. Mas é só uma fila de emprego, na Oitava Avenida.
Morrer de inveja deste lounge, instalado na cobertura de um prédio na 41th W. Aliás é uma tendência já há alguns anos de os nova-iorquinos aproveitarem mais e mais seus terraços.
Verificar como a crise econômica está obrigando os americanos a trabalharem mais. Essa foto foi tirada de madrugada. E ainda havia gente nos computadores.

Nova Iorque talvez seja a melhor cidade para a fotografia urbana. E caminhar por Midtown é uma excelente pedida.

No próximo post: Downtown.

P.S. Estive em NY em junho, mas só agora estou encontrando tempo, entre uma viagem e outra para postar.

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1 Comments:

Blogger Ana Coeli Ribeiro said...

Nossa! Que olhar especial, adorei viajar com belas fotos e narração.
maravilhoso!!
Luz!
Ana

Segunda-feira, Dezembro 26, 2011 9:36:00 PM  

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